Separado Para Deus

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Judite, A Viúva.


Pensei muito se deveria falar ou não dessa personagem. Mais, com todo o respeito ao fotógrafo James C. Lewis, então resolvi, falar já que Ele (James C. Lewis) fez uma foto tão bonita, então respeitando ao Artista (James C. Lewis) irei falar. 
Bom, sobre essa personagem com base de pesquisas NA INTERNET, não que eu acredite ou seja, eu não considero importante. Talvez eu até seja criticado mais, no final da biografia nas OBSERVAÇÕES GERAIS explico o porque e o meu ponto de vista.

Não se sabe, ao certo, quando a história que estamos prestes a contar de fato aconteceu, pois os atos de Judite foram registrados em um livro muito antigo, que leva seu nome em hebraico, Yehudit. Infelizmente, o texto original se perdeu e só chegou até nossos dias uma tradução grega do mesmo, não muito precisa. A história foi contada e recontada em inúmeras versões. De acordo com a que segue, Judite era filha de Yochanan, o Sumo Sacerdote, e viveu na época da revolta dos macabeus, quando a Terra de Israel estava sob ocupação greco-síria.
Judite vivia na cidade de Betúlia, na Judéia. Foi esposa de Menassé, morto em conseqüência do excesso de exposição ao sol escaldante durante a colheita. Judite colocou roupas de viúva, que usou durante longos três anos e quatro meses. Vivia em sua casa, cercada de servos, pois o marido lhe deixara grande riqueza. Abençoada por beleza e graça extraordinárias, era respeitada por sua inteligência e bondade, bem como devoção e modéstia.
Durante esse período, a cidade de Betúlia estava sitiada pelo exército de Holofernes, poderoso general grego, comandante dos exércitos de Antíoco Epifanes. Este monarca tentara eliminar o judaísmo, ordenando, entre outras medidas, a construção de ídolos e estátuas em todas as cidades e aldeias da Terra de Israel, inclusive no Altar Sagrado do Grande Templo de Jerusalém. Na época, os gregos eram a superpotência militar do mundo e seu exército, altamente treinado, era considerado imbatível. Holofernes, por sua vez, era notório pela crueldade com que reprimia as rebeliões. Quando capturava uma cidade rebelde, não demonstrava qualquer clemência por seus habitantes. E estava determinado a esmagar a rebelião em Betúlia, cujos habitantes recusaram-se, assim como tantos outros judeus, a se curvar diante de ídolos.
Os homens de Betúlia lutaram bravamente para repelir as forças inimigas. E, ao perceber que não poderia vencê-los pela força, Holofernes decide derrotá-los pela fome e sede. Manda destruir todos os poços e fontes das redondezas e corta-lhes o acesso aos alimentos para obrigá-los a se render. Costumava dizer: "Os judeus não são guerreiros, não tomarão a ofensiva. Se cortarmos o fornecimento de água, serão obrigados à rendição".
De fato, em menos de 20 dias, secos os reservatórios, estavam prestes a isso. Desesperados, famintos e sedentos, os habitantes da cidade se reuniram na praça, pedindo a seus líderes que se rendessem antes de morrerem suas mulheres e filhos.
Uzzia, da tribo de Shimon, comandante das forças de defesa, e os anciãos da cidade tentaram, em vão, acalmar a população. Acabaram pedindo aos habitantes, já em desespero, mais um tempo: "Dêem-nos mais cinco dias. Vamos esperar pela ajuda do Todo-Poderoso e, Deus nos livre, se nenhuma salvação vier até o final desse prazo, nos renderemos. Só mais cinco dias...". Muito relutante, o povo concordou e deixou a praça.
Apenas uma mulher lá permaneceu e, com voz clara e firme, dirigiu-se a Uzzia e aos anciãos: "Sua sugestão não é sábia. Quem são vocês para testar o Todo-Poderoso, impondo prazos de cinco dias ao Senhor, nosso Deus, para nos socorrer? Se realmente têm fé, não podem deixar de confiar Nele. Além do mais, o que esperam, caso nos rendamos? Não sabem que a rendição a Holofernes é pior do que a morte?"
As palavras de Yehudit, nobre filha de Yochanan, o Cohen Gadol, calaram fundo em Uzzia e nos anciãos, que responderam: "Tendes razão, mas o que podemos fazer? Somente uma chuva torrencial que enchesse nossas cisternas e nossos poços secos poderia nos salvar, mas já vai longe a estação das chuvas. A sede e a fome castigam a todos. Judite respondeu: "Devemos continuar pedindo a ajuda de Deus e nunca dela desistir. Mas ao mesmo tempo é preciso agir. Tenho um plano e peço-lhes permissão para deixar a cidade com minha serva. Irei ao encontro de Holofernes.
Uzzia e os anciãos, tentam dissuadi-la. Mas ela, determinada, respondeu. "Já vimos em nossa história D'us enviar Sua salvação pelas mãos de uma mulher. Foi através de Yael, mulher de Heber, que Deus nos entregou o cruel Sissera". Ao perceberam que a jovem viúva não desistiria, Uzzia e os anciãos concordaram com seu plano. Ela cobriu a cabeça com cinzas e implorou a Deus que guiasse seus caminhos e que fortalecesse seu coração, fazendo-a desconhecer o medo, e disse: "Atende a minha oração, ó Deus, pois apenas em Ti confio".
Em seguida, levantou-se, desfez-se dos trajes de viúva e colocou sua melhor roupa. E saiu, seguida por sua fiel serva, que levava uma cesta com pão, queijo, figos e várias garrafas do melhor vinho.
As duas caminharam até o acampamento inimigo. Avistando-as, um dos guardas vai a seu encontro, interrogando: "De onde vêm e quem as envia?"
"Sou filha de hebreus e fujo pela certeza de que nossa cidade em breve tombará. Venho avistar-me com o valente Holofernes, com uma importante mensagem. Vim para lhe revelar como conquistar, de vez, toda a região. Leve-nos imediatamente à sua presença", disse.
Diante do general, Judite lhe conta que a vida na cidade sitiada se tornara insuportável e que subornara os guardas para deixarem-na escapar. Ouvira falar da coragem de Holofernes e decidiu conhecê-lo. Por fim, contou ao general que a situação em Betúlia era desesperadora, praticamente sem comida nem água. Acrescentou, porém, que a fé dos hebreus em Deus permanecia forte e, enquanto esta prevalecesse, não se renderiam.
"Mas", revelou Judite, "o povo está faminto e quando acabar todo o alimento, o desespero os vencerá e passarão a consumir tanto a carne de animais, como a de animais destinados ao sacrifícios. Então, a Ira Divina se voltará contra o povo e a cidade cairá...".
"Como posso saber quando isso ocorrerá para, então, capturar a cidade?", perguntou o general. A resposta veio rápida: "Não se preocupe. Antes de deixar Betúlia fiz um trato com os guardas de seus portões. Prometi ir todas as noites até os muros para trocar informações. Eu lhes contarei o que acontece aqui e eles o que se passa na cidade. Peço-lhe, também, permissão para sair todos os dias de madrugada, para orar no vale".
Holofernes, completamente maravilhado pela beleza e palavras da jovem que, de forma tão inesperada, entrara em sua vida e lhe oferecia a "chave" para conquistar a cidade, prometeu: "Se de fato, me ajudares a capturar a cidade, farei de ti minha esposa".
A seguir, dá ordens para que Judite e sua serva tenham livre acesso a todo o acampamento, alertando que qualquer um que atentasse contra elas seria imediatamente executado. Uma tenda confortável foi-lhes preparada, próxima a do general. Holofornes convidou Judite para entrar em seus aposentos e mandou servirem-lhe alimentos e refrescos, mas ela se recusou a comer, explicando que só se alimentaria das provisões que trouxera.
As duas mulheres eram vistas vagando pelo acampamento dia e noite, mas os soldados não ousavam aproximar-se. Passou-se um dia e, ao escurecer, Judite foi até os portões da cidade e avisou um dos guardas: "Vá a Uzzia e diga que tudo transcorre conforme o plano. E, com a ajuda de Deus, venceremos o inimigo. Diga-lhe também que mantenha firme sua fé em Deus, jamais perdendo a esperança". Isto posto, voltou ao acampamento inimigo. Na noite seguinte, foi novamente até os portões de Betúlia e repetiu suas palavras. Toda noite, ao voltar, a jovem viúva orava, implorando a Deus para guiar seus passos e lograr a salvação de seu povo.
Enquanto esperava o sinal da jovem para atacar a cidade, Holofernes passava o tempo a beber e, quando não estava completamente embriagado, mandava buscá-la. Judite só entrava na tenda do general acompanhada pela aia. Passados três dias, dando mostras de impaciência, ele lhe perguntou: "Graciosa, Judite, que informações me trazes? Meus homens já me cobram, mal conseguem esperar a hora de capturar a cidade e se divertir....".
"Trago excelentes notícias", respondeu a jovem. "Não há mais comida na cidade. Mais um dia, no máximo dois, e a fome os entregará em suas mãos". O general retrucou: "Esta notícia pede uma celebração. Esta noite festejaremos nós dois; serás minha convidada de honra". Judite aceitou prontamente.
Ao anoitecer, se vestiu e adornou com seus melhores pertences e se dirigiu à tenda de Holofernes. Ao vê-la, o coração do general se encheu de desejo. Sua beleza o encantara e, feliz, começou a beber. Pede a ela, então, que ao menos uma vez prove sua festiva refeição. Judite aceita, mas diz que o fará somente se também ele provar de sua comida e de seu vinho. "Meu queijo de cabra é famoso em toda Betúlia. Estou certa de que gostará, general".
E lhe oferece um generoso pedaço de queijo. Como previra, Holofernes gosta do queijo e também do vinho forte. Mas o queijo, propositalmente muito salgado, o fez ter muita sede, que procura saciar com enorme quantidade de vinho. A festa avançava noite adentro e os empregados se retiraram, deixando Holofernes a sós com sua conquista. Assim que Judite se viu diante dele, bêbado e largado em seu leito, quase afogado em vinho, ela correu a avisar a serva para ficar de prontidão, à entrada da tenda.
De pé sobre a cama de Holofernes, ela rogou a Deus: "Responde-me, ó Senhor, como respondeste a Yael, quando lhe entregaste o cruel Sissera. Enche-me de força para que possa trazer a Tua libertação a meu povo, que este homem jurou destruir. Faz, ó Deus, com que as nações saibam que o Senhor não nos abandonou. A seguir, tomou a espada do general e deu dois golpes fatais em seu pescoço, decepando-lhe a cabeça. Isto feito, procurou se acalmar; envolveu a cabeça do general em trapos e a escondeu sob seu manto. Saiu da tenda e chamou a serva: "Vem, rápido, mas com cautela para não despertar suspeitas". Esconderam a cabeça na cesta de provisões e juntas saíram, como vinham fazendo há dias. Chegando aos portões da cidade, Judite disse a um dos guardas: "Leve-me imediatamente a Uzzia".
Diante de Uzzia e dos anciãos, Judite mostra o que trazia na cesta. "Eis a cabeça de Holofernes, comandante de nossos inimigos. Deus o aniquilou pelas mãos de uma mulher. Não há tempo a perder. Prepare imediatamente seus homens. Ao amanhecer, ataquem o acampamento inimigo, que não está preparado. Quando eles forem alertar seu comandante, encontrarão seu corpo, mutilado. Temendo por sua vida, fugirão, apavorados".
Foi exatamente o que ocorreu. Ao nascer da aurora, os judeus foram ao encontro do inimigo. Os gregos, notando sua aproximação, foram procurar Holofernes. O criado entra na tenda, assusta-se e corre a chamar os generais para ver a cena. Procuram, em vão, por Judite, cuja tenda estava vazia. Apavorados, bradaram: "Nosso líder Holofornes está morto; uma judia humilhou toda a nação de Antíoco". A notícia se alastrou rapidamente. Os soldados, tomados de pânico, corriam em todas as direções, a gritar. Desnorteados, não houve quem assumisse o comando. Os judeus se aproveitaram da confusão, arrasando o inimigo. Uzzia enviou uma mensagem aos judeus das cidades vizinhas, para que perseguissem os fugitivos.E disse, então, a Judite: "Tua fé e esperança jamais deixarão o coração dos judeus, que sempre lembrarão tua coragem. Deus faça com que sejas para sempre louvada, pois rejeitaste a queda do nosso povo e, com determinação e coragem, perseguiste teu objetivo perante Deus".
O nome de Judite tornou-se famoso em todo Israel. Ela não voltou a se casar, morrendo aos 105 anos. 

OBSERVAÇÕES GERAIS:
Bom, como prometi vou colocar meu ponto de vista o máximo possível para que todos me entendam. Lógico que, sem ofensas e ataques a religiões, a você que lê e segue o meu blog. Lembrando que estou colocando o meu ponto de vista e minha crença.
Quem me conhece sabe que sou evangélico e acredito somente na Trindade (DEUS, JESUS CRISTO E ESPIRITO SANTO). Então:
Convido você a procurar pesquisas sobre a “Septuaginta”, que fala sobre setenta sábios que traduziram a Bíblia do hebraico e algumas passagens curtas em aramaico. Isso ocorreu aproximadamente 100 anos antes da era cristã onde todo o Antigo Testamento foi traduzido para grego, e nessa tradução não constava alguns livros que a igreja católica acrescentou a Bíblia e esse é um deles. Segue à baixo a lista deles:

1 Tobias
2 Judite
3 Sabedoria
4 Eclesiástico
5 Baruc
6 I Macabeus
7 II Macabeus

Partes do Livro de Ester e Daniel que não encontramos nas Bíblias protestantes: Ester 10,4-16, 24 e Daniel 3,24-90; 13-14.
Esses livros são chamados de apócrifos, pois não tem respaldo bíblico que comprove que são de fato a Palavra de Deus.
A igreja católica cita Pedro como o primeiro papa, mas esse ministério não existe na Bíblia. O próprio Pedro se intitula presbítero, veja: 

(1 Pedro 5:1-2) - 1 AOS presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:
2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto.
E também Paulo chama a atenção de Pedro pelo fato dele não estar agindo de acordo com a doutrina da igreja. Se realmente Pedro fosse superior Paulo poderia agir com ele assim? 

(Gálatas 2:11, 14) – 11 E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível.
14 Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?
Quando Jesus disse que sobre essa pedra edificarei minha igreja (Mateus 16:18), estava se referindo a Ele (JESUS) mesmo como sendo a pedra, veja:

(Efésios 2:20) - Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina.
A chave a qual Jesus disse que daria a Pedro é o evangelho, mas não foi somente nas mãos de Pedro, mas de todos os seus discípulos, podemos comprovar essa verdade através das Escrituras, veja:
(Mateus 16:19) - E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Agora compare com:

(Marcos 16:15-16) - 15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
Quando pregamos o evangelho às pessoas e elas crêem, a Bíblia afirma que são salvas, como acabamos de ler. Podemos afirmar então que elas foram ligadas aos céus quando creram, assim como foram desligadas quando não creram no evangelho.
O apóstolo Paulo confirma essa verdade quando afirma que o poder de Deus para a salvação do homem está no evangelho de Cristo:

(Romanos 1:16) Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.
Examine as Escrituras Sagradas e comprovará por si mesmo as contradições da igreja católica. Vou citar apenas três:
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; NINGUÉM VEM AO PAI, SENÃO POR MIM (João 14:6).
Observe que Jesus frisou bem claro que ninguém chega a Deus, se Ele não levar. Ninguém pode advogar por nós senão a CRISTO JESUS a Bíblia afirma que nosso advogado é Jesus:

(1 João 2:1) - MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, TEMOS UM ADVOGADO PARA COM O PAI, JESUS CRISTO, O JUSTO.
O papa é quem decide quem é santo, mas veja o que a Bíblia afirma sobre ser santo:

(1 Coríntios 1:2) - À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:
Invocar Cristo significa a certeza que Ele veio para nos salvar e que essa salvação nos é dada gratuitamente pela fé nele, pois graça significa favor imerecido.
(Efésios 2:8) - Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
A Bíblia afirma que pela fé em Jesus podemos ter certeza de nossa salvação, veja: 

(1 João 5:13) - Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, PARA QUE SAIBAIS QUE TENDES A VIDA ETERNA, E PARA QUE CREIAIS NO NOME DO FILHO DE DEUS.
Veja como Jesus define a vida eterna:

(João 17:3) - E a vida eterna é esta: QUE TE CONHEÇAM, A TI SÓ, POR ÚNICO DEUS VERDADEIRO, E A JESUS CRISTO, A QUEM ENVIASTE.
Compare agora com (João 5:24) - Na verdade, na verdade vos digo que “Quem OUVE A MINHA PALAVRA, E CRÊ NAQUELE QUE ME ENVIOU, TEM A VIDA ETERNA”, E Não Entrará Em Condenação, Mas Passou Da Morte Para A Vida.
Medite na Palavra de Deus e não na religião.
(João 8:32) - E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Bom pessoal então é isso, espero que tenham gostado.



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Judas Iscariotes, O Traidor


Judas Iscariotes foi o discípulo que traiu Jesus. Ele pertenceu ao grupo dos doze discípulos que Jesus chamou para acompanhá-lo, e seu nome sempre aparece em último lugar nas listas que trazem os nomes dos apóstolos.
Ele também é frequentemente mencionado na narrativa bíblica dos Evangelhos, às vezes apenas como “Judas”, mas geralmente seu nome é acompanhado com alguma descrição que o distingue dos demais. Por exemplo: ele é chamado de “Judas, que o traiu”, “Judas Iscariotes, filho de Simão”, Judas filho de Simão Iscariotes, ou apenas “o traidor” (Mateus 26:14,25,47; 27:3; Marcos 14:10,43; Lucas 22:3,47,48; João 6:71; 12:4; 13:2,26-29; 18:2-5).

A História de Judas Iscariotes
Judas Iscariotes era filho de um homem chamado Simão (João 6:71; 13:2,26). Seu local de origem passa pela discussão acerca do significado da palavra “Iscariotes”. Provavelmente essa palavra seja derivada do termo hebraico ‘ish Queriyot, que significa “homem de Quiriote”, visto que em certos manuscritos do Evangelho de João aparecem as palavras apo Karyotou.
Se o significado de Iscariotes for realmente este, o que é muito possível, então encontramos a informação sobre o local de origem de Judas. O Antigo Testamento menciona dois locais com o nome de Quiriote. O primeiro era localizado em Moabe (Jeremias 48:24,41; Amós 2:2). Já o segundo, Quriote-Hezrom, ficava localizado aproximadamente ao sul de Hebrom (Josué 15:25).
Há também quem defenda que Iscariotes não seja uma indicação de seu lugar de origem, mas um tipo de designação infame para identificá-lo. Para isso, alguns estudiosos sugerem que essa palavra tenha origem num termo que significa “um assassino”, e, portanto, a interpretam no sentido de “o homem da adaga”.
Contudo, essa última interpretação é bem pouco provável. Normalmente é aceito que a designação “Judas Iscariotes” signifique simplesmente “Judas, o homem de Quiriote”.

Judas Iscariotes Era Um dos Doze Apóstolos
Judas Iscariotes servia como tesoureiro no grupo apostólico (João 13:29). Mas no exercício dessa atividade, ele é chamado de “ladrão” no Evangelho de João. O texto bíblico diz que Judas Iscariotes furtava a arrecadação que ficava guardada na bolsa que ele era o responsável por guardar (João 12:6).
Durante o ato de profunda adoração de Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, a qual ungiu o Senhor Jesus quebrando um vaso de alabastro que continha um precioso unguento, Judas fez duras críticas a tal atitude. Inclusive, ele conseguiu influenciar os demais discípulos em sua crítica (Mateus 26:6-13; Marcos 14:3-9; João 12:1-8).
Apesar de Judas Iscariotes inicialmente argumentar que aquele unguento poderia ser vendido e o valor arrecado ser distribuído aos pobres, na verdade ele não estava preocupado com isto. Na verdade, além de ele não reconhecer a significativa ação daquela mulher que, inclusive, foi elogiada por Jesus, Judas Iscariotes ficou frustrado por não ter conseguido enriquecer seu próprio bolso com a venda do nardo puro (João 12:5,6).
Curiosamente os evangelistas posicionaram, logo após esse episódio em Betânia, a narrativa sobre quando Judas Iscariotes se dirigiu aos principais sacerdotes para acertar um acordo com relação à traição de Jesus (Mateus 26:14-16; Lucas 22:3-6; cf. Marcos 14:10).

Judas Iscariotes Traiu Jesus
apóstolo Mateus, escritor do Primeiro Evangelho, foi quem mais forneceu detalhes acerca do acordo entre Judas Iscariotes e os principais sacerdotes a fim de trair Jesus (Mateus 26:14-16).
Judas Iscariotes recebeu como pagamento para trair seu Mestre a soma de trinta moedas de prata. É interessante saber que esse valor recebido por Judas com as tinta moedas de prata talvez tenha sido dez vezes menor do que o valor de avaliação que ele próprio fez do unguento que Maria de Betânia utilizou para ungir Jesus.
A narrativa bíblica também nos informa que Judas Iscariotes esperou o momento mais oportuno para poder trair o Senhor (Lucas 22:6). Isto acabou acontecendo na noite em que Jesus celebrou a Páscoa com seus discípulos no cenáculo, e institui o sacramento da Ceia do Senhor. Aqui nos recordamos das conhecidas palavras do apóstolo Paulo“Na noite em que foi traído” (1 Coríntios 11:23).
Judas estava na mesa juntamente com Jesus e os outros discípulos. Depois de Jesus ter dado a ele o bocado molhado, a Bíblia diz que “entrou nele Satanás”, e Jesus lhe disse: “O que fazes, faze-o depressa” (João 13:27).
Saindo dali, Judas Iscariotes pôs em prática o plano da traição. Já no jardim do Getsêmani, enquanto o Senhor Jesus orava, Judas Iscariotes consumou seu ato beijando Jesus, e assim os soldados o prenderam (Marcos 14:43-46). Profecias do Antigo Testamento apontavam justamente para esse momento (Salmos 41:9; 55:12-14; Zacarias 11:12).

A Morte de Judas Iscariotes
A morte de Judas Iscariotes é registrada apenas em Mateus 27:3-5 e Atos 1:18. Antes de morrer, Judas ainda esboçou um tipo de arrependimento e remorso patético. Ele procurou os principais dos sacerdotes e os anciãos a fim de devolver as trinta moedas de prata.
Judas Iscariotes escutou dos sacerdotes que ele era o responsável pelo que havia feito. Diante disto, ele acabou atirando as moedas no Templo antes de retirar-se para ir se enforcar (Mateus 27:4,5). Os sacerdotes não colocaram as moedas no cofre das ofertas, visto que eram pelo preço de sangue. Porém, eles acabaram comprando o campo de um oleiro, para servir de sepultura dos estrangeiros. Esse campo foi chamado “Campo de Sangue”, assim como havia sido profetizado pelo profeta Jeremias. Na verdade, indiretamente, foi o próprio Judas quem comprou aquele campo ao devolver as moedas aos sacerdotes e anciãos.
Mateus apenas relata que Judas saiu para se enforcar. Já o evangelista Lucas, no livro de Atos, fornece alguns detalhes sobre esse momento de acordo com a descrição dada pelo apóstolo Pedro. Ele diz que Judas Iscariotes, “precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas suas entranhas se derramaram” (Atos 1:18). Matias foi escolhido para ocupar o lugar deixado por Judas Iscariotes.
Pior do que a sua trágica e assombrosa morte, é a sentença que lemos sobre o seu fim: “[…] Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar” (Atos 1:25). Esse “lugar” é claramente indicado nas palavras de Jesus orando ao Pai: “Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles pereceu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura” (João 17:12).

O Caráter de Judas Iscariotes
Considerando todas as referências bíblicas em que Judas Iscariotes é mencionado, podemos perceber que ele reunia em si a hipocrisia, o egoísmo, a soberba, a avareza, a inveja e a cobiça. Seu caráter duvidoso pode ser muito bem resumido na designação clara e objetiva dada a ele pelo apóstolo João“Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava” (João 12:6).
João o identificou, em poucas palavras, como sendo uma pessoa mentirosa, enganadora, gananciosa e capaz de roubar. Além disso, Judas Iscariotes era uma pessoa dissimulada. Diante do anúncio de Jesus de que havia entre eles um traidor, Judas Iscariotes foi tão frio a ponto de dizer: “Porventura sou eu, Rabi? (Mateus 26:25).
A história de Judas Iscariotes é um retrato vívido de como o homem, em sua própria natureza, é completamente depravado e perverso, apto a ser instrumento nas mãos do diabo (João 6:70,71). É impossível separar a pergunta sobre quem foi Judas Iscariotes das conhecidas palavras de Jesus sobre ele: “Mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído” (Mateus 26:24).



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Josué, Um Líder Escolhido Por Deus


Josué foi o homem responsável por liderar o povo de Israel na conquista da terra prometida. Ele foi o sucessor de Moisés. Antes de estudarmos sobre quem foi Josué, precisamos saber que existem pelo menos três pessoas na Bíblia com certo destaque que levam o nome “Josué”.
Em 1 Samuel 6:14, encontramos a menção sobre Josué, o bete-semita. Ele possuía um campo para onde a Arca da Aliança foi levada quando os filisteus a devolveram a Israel. Em Zacarias 6:11, outro Josué é citado. Ele era um sumo sacerdote, filho de Jozadaque, que viveu no período de restauração do exílio em 537 a.C.
Agora que conhecemos os outros dois personagens bíblicos que também se chamavam Josué, poderemos nos concentrar na história do principal Josué da Bíblia, o sucessor de Moisés.

A História de Josué
Apesar da história de Josué ser contata com mais destaque no livro do Antigo Testamento que leva seu nome, Josué aparece na narrativa bíblica já no livro de Êxodo (Êxodo 17:8-16; 33:11). Ele era filho de Num, da tribo de Efraim (Números 13:8).

O Significado do Nome Josué
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que o nome original de Josué dado por sua família era Oseias, que significa “salvação” (Número 13:8; Deuteronômio 32:44). Oseias é um nome que ocorre muitas vezes na tribo de Efraim (1 Crônicas 27:20; 2 Reis 17:1; Oseias 1:1).
Moisés adicionou o nome divino e o chamou de Yehoshua, que significa “Jeová é salvação” (Números 13:16). Esse nome normalmente é transliterado para o português como “Josué” ou “Jesuá” (Neemias 3:19; 13:8). Ele possui a mesma forma grega do nome de Jesus (Atos 7:45; Hebreus 4:8).

Josué, Auxiliar de Moisés
Em Êxodo 33:11, Josué é descrito como um jovem escolhido por Moisés como seu assistente pessoal. Antes, em Êxodo 17, somos informados de que Moisés delegou a ele o comando das tropas israelitas que lutaram contra os saqueadores amalequitas em Refidim.
Quando Josué saiu do Egito, ele já tinha mais de 40 anos de idade. Por isso alguns estudiosos considerem a possibilidade de ele ter sido treinado militarmente pelo exército de Faraó.
Josué serviu como auxiliar direto de Moisés quando ele recebeu a Lei no Monte Sinai. Ele também acompanhou Moisés em todas as vezes que ele foi à tenda onde encontrava e ouvia o Senhor (Êxodo 24:13; 32:17; 33:11; Números 21:28).
Certamente esse foi um período de muito aprendizado para Josué. Ele entendeu como esperar no Senhor e aprendeu a ser um adorador fiel. Além disso, ele pôde adquirir traços do comportamento de Moisés e adicionar ao seu próprio valor pessoal, como a paciência, mansidão e liderança.

Josué, Um dos Doze Espias em Canaã
Josué também foi designado como o representante da tribo de Efraim para ser um dos doze espias que foram averiguar a terra de Canaã e seus habitantes (Números 13:8-14). Após a missão de reconhecimento, dentre todos os espiões, apenas Josué e Calebe defenderam a ideia de que os israelitas deveriam prosseguir com a invasão de Canaã. Eles entenderam que a terra “era muito boa” (Números 14:7).
Naquela ocasião, Calebe era o mais velho e exercia maior liderança. Isso explica o fato de às vezes Calebe ser mencionado sozinho nessa conexão. Porém, o próprio contexto deixa claro a participação de Josué na missão de reconhecimento, e seu apoio às recomendações de Calebe.
O comportamento de Calebe e Josué foi muito mais do que um relatório militar. Na verdade, foi uma nítida demonstração de confiança na promessa de Deus acerca daquela terra. Os outros dez espias incrédulos morreram de praga perante o Senhor (Números 14:36-38).

Josué, Sucessor de Moisés
Josué foi oficialmente escolhido como sucessor de Moisés nas planícies próximas do Jordão. Quando Moisés entendeu que morreria antes de entrar em Canaã, ele separou Josué para ser o novo líder do povo de Israel, segundo a ordem do Senhor. A liderança de Josué foi coordenada com o sacerdócio de Eleazar (Números 27:12-23; Deuteronômio 3:21-29).
Moisés, solenemente, investiu honra e autoridade em Josué perante toda a congregação de Israel. Ele também impôs as mãos sobre ele e compartilhou o espírito de sabedoria (Deuteronômio 3:21-29).
Publicamente, Moisés advertiu Josué a ser corajoso e forte, para que ele pudesse cumprir a missão de levar Israel à terra que Deus havia prometido (Deuteronômio 31:3-8). No mesmo capítulo do livro de Deuteronômio, lemos que quando Moisés e Josué se dirigiram à tenda da congregação, Deus comissionou Josué de forma direta (Deuteronômio 31:14-23).
Mais tarde, já depois da morte de Moisés, Deus novamente repetiu a ordem dada particularmente a Josué. Com isso Ele renovou suas promessas e o encorajou na véspera da invasão de Canaã (Josué 1:1-9).

Josué, Líder do Povo de Israel
Após a morte de Moisés, Josué foi o responsável por liderar o povo de Israel na conquista da terra prometida por Deus. De todos os israelitas que partiram do Egito com Moisés, somente Josué, Calebe e aqueles que tinham menos de vinte anos de idade, receberam a permissão de Deus para entrar em Canaã (Números 26:65; 32:12; Deuteronômio 1:34-40).
Logo no início de sua liderança, Josué precisou enfrentar dois grandes problemas. Primeiro ele precisou fazer com que o povo conseguisse passar pelo rio Jordão. Depois ele também precisou vencer o exército dos cananeus que surgiu logo a sua frente.
Josué enviou dois espias para fazerem um relatório de reconhecimento da fortaleza de Jericó. Esses espias receberam a cooperação de Raabe, uma habitante de Jericó. Josué também pediu para que eles mantivessem a missão em segredo. O motivo disso era para que não se repetisse o que ocorreu anteriormente na missão com doze espias enviados por Moisés. Naquela ocasião os dez espias incrédulos conseguiram desencorajar o povo.
O agir de Deus a favor do povo de Israel fez com que os moradores daquelas terras ficassem apavorados (Josué 2:9-11). No capítulo 3 do livro de Josué, temos a descrição de como Deus, sobrenaturalmente, interrompeu as águas do Jordão quando os sacerdotes que levavam a Arca da Aliança pisaram nas águas. Assim o povo de Israel passou a seco marchando em direção a Jericó.

Josué toma Jericó
Josué demonstrou toda sua confiança em Deus, obedecendo a cada uma das táticas que Deus lhe dava para ser vitorioso na terra de Canaã. Muitas dessas táticas, aos olhos humanos, eram completamente inusitadas. Foi assim na tomada de Jericó, onde os sacerdotes e o povo foram ordenados a marcharem em volta da cidade. No sétimo dia, quando os sacerdotes tocaram as buzinas e o povo gritou com grande brado, as muralhas de Jericó caíram.
Com exceção de Acã, o exército israelita seguiu a ordem de não saquear as ruínas da cidade buscando despojos de guerra em benefício próprio. A atitude de Acã trouxe duras consequências, não só para ele, mas para o próprio povo de Israel. Os israelitas acabaram sendo derrotados em sua primeira investida contra os homens de Ai (Josué 7).
Já no segundo ataque a Ai descrito em Josué 8, podemos ver a tamanha habilidade e estratégia que eram comuns nas campanhas militares de Josué. Naquela ocasião os israelitas fizeram uma emboscada. Eles simularam uma fuga e enganaram o exército de Ai, fazendo com que os soldados inimigos saíssem de sua cidade fortificada. Assim eles foram fatalmente derrotados.
Por todo o livro de Josué encontramos exemplos das incríveis ações militares lideradas por ele. Um desses exemplos foi a marcha noturna de Gilgal para aliviar o cerco de Gibeão. Durante a batalha descrita no capítulo 10, vemos como a providência divina acompanhou aquele povo.
Por exemplo: na saraiva enviada pelo Senhor que matou mais inimigos do que o próprio exército de Israel pela espada; e pelo episódio tão conhecido em que o sol parou e a lua se deteve, até que os filhos de Israel se vingaram de seus inimigos. Aquele foi um dia que jamais se repetiu em toda a História (Josué 10:12-14).
Muitas pessoas tentam encontrar nesse texto um possível erro bíblico. Elas alegam que o erro está no fato de o texto descrever que o sol e a lua pararam, ao invés da rotação da Terra. Mas essa discussão é completamente descabida. A Bíblia usa a linguagem do observador. Isso significa que mesmo em nossos dias, em pleno século 21, caso a rotação da terra parasse, do ponto de vista do observador, isto é, de quem está na terra, o sol é que estaria parado no céu.
Josué conseguiu subjugar toda a terra de Canaã, e fez a distribuição das terras entre as tribos de Israel. Depois, gradualmente os israelitas foram se instalando nas terras e construindo seus edifícios. Isso ocorreu no período que compreende desde a época dos juízes até o reinado de Davi.

A morte de Josué
Quando chegou o tempo de Josué dissolver seu comando, ele reuniu todas as tribos de Israel. Em seu discurso de despedida, ele pediu que os filhos de Israel renovassem o compromisso de sua aliança com Deus. Ele também advertiu o povo a guardar os mandamentos do Senhor e a serem sempre fieis (Josué 23:6).
Josué morreu com 110 anos de idade, e foi sepultado em suas terras, perto de Timnate-Sera, que está no monte Efraim, ao norte do monte Gaás (Josué 24:30).
O exemplo de Josué
Josué pôde ver o poder de Deus desde o Egito, passando pelo período no deserto, até chegar, finalmente, na terra prometida em Canaã. A história de Josué e o seu exemplo como homem temente a Deus, certamente nos ensinam muitas lições. Alguns pontos que podemos destacar sobre esse notável homem de Deus são:

*  Josué soube ser um excelente liderado quando esteve sob o comando de Moisés.
*  Josué possuía todas as qualidades de um verdadeiro líder.
* Coragem era uma marca constante em sua vida. Josué foi corajoso desde sua juventude, ainda no início da peregrinação de Israel pelo deserto, até as grandes batalhas lideradas por ele em Canaã.
*  Ele estava sempre atento às ordens de seu divino Comandante.
* Ele tinha consigo a nítida certeza de que seu sucesso na liderança daquele povo dependia completamente de sua obediência ao Senhor.
*  Por mais inusitada que parecesse, Josué nunca questionou as ordens dadas por Deus.
*  Suas estratégias sempre eram planejadas sob a direção da Palavra de Deus.
*  Josué era um homem de palavra e que preservava a sua honra. Essa característica de seu caráter pode ser notada no cumprimento do acordo feito com Raabe.
*  Josué foi um homem completamente devotado à Lei de Deus. A Palavra do Senhor era o que preenchia sua mente e coração.
*  Ele era um líder respeitado pela nação de Israel e o povo confiava em suas decisões. Os israelitas podiam notar em sua vida a presença e a aprovação de Deus.
*  O exemplo de sua conduta irrepreensível de temor e obediência a Deus, não se acabou com sua morte. A história de Josué continuou a influenciar o povo de Israel durante o período dos anciãos que ainda sobreviveram muito tempo depois dele.



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo

Neander Silvestre

José, O Governador do Egito


A história de José do Egito, como assim ficou conhecido o filho de Jacó, com certeza é uma das mais notáveis dentre as histórias dos personagens bíblicos. A biografia de José desperta muita curiosidade entre as pessoas. Neste texto nós conheceremos o que realmente a Bíblia sobre quem foi José.

Quem foi José do Egito?
José foi o décimo primeiro filho de Jacó, e o primeiro com sua esposa que mais amava, Raquel. O capítulo 30 do livro de Gênesis descreve toda disputa entre Raquel e Lia, as duas esposas de Jacó. Raquel era estéril, e sofria por não poder dar filhos de seu ventre a Jacó. Porém, o texto bíblico diz que Deus lembrou-se de Raquel e a tornou fértil.  Então ela deu à luz a José e depois a Benjamim (Gênesis 30:22,23).
O nome “José” vem do hebraico Yosep e significa “que Ele (Deus) acrescente (filhos)”, ou “possa Ele acrescentar”. Tal significado fica esclarecido em Gênesis 30:24. Popularmente, José, filho de Jacó, ficou conhecido como “José do Egito”. É claro que essa designação se dá por conta do modo com que Deus o exaltou entre os egípcios.
José nasceu em Padã-Harã, seis anos antes de Jacó retornar à Canaã. Nessa época o patriarca tinha cerca de 90 anos de idade. O período histórico mais provável em que José viveu talvez seja a era dos Faraós Hicsos, entre 1720 a 1570 a.C.

A História de José, o Filho Predileto
José era o filho preferido de Jacó, pois além de ser seu filho da velhice, também era o filho de Raquel. José ganhou uma túnica especial de Jacó (Gênesis 37:3), o que demonstrava sua predileção. Outro fato que exemplifica essa condição de filho preferido, é o episódio do reencontro entre Jacó e Esaú. Naquela ocasião José e Raquel foram colocados no lugar mais seguro da comitiva.
Alguns argumentam que a túnica que Jacó lhe deu de presente talvez fosse um sinal de que o pai pretendia fazer de José seu principal herdeiro. Porém, não há base realmente sólida par considerar essa hipótese como certa.

Os Primeiros Sonhos de José
Os irmãos de José nitidamente tinham certa inveja e descontentamento em relação a ele (Gênesis 37:4). Mas foi depois dos dois sonhos que José teve que a situação ficou ainda mais complicada (Gênesis 37:11).
Nesses dois sonhos, a família de José se curvava diante dele (Gênesis 37:6-9). Esses sonhos se cumpriram quando seus irmãos foram até o Egito para poder comprar trigo devido à fome que assolava a região (Gênesis 42:9). Na ocasião José já era o governador do Egito.
José foi vendido pelos seus irmãos
Certo dia, José foi enviado por seu pai para encontrar seus irmãos e verificar como estava o rebanho. Porém, motivados pelo ciúme, os irmãos de José planejavam matá-lo, mas foram impedidos pelo irmão mais velho, Rúben (Gênesis 37:22).
Então eles o lançaram em uma cova, e ao passar pelo local uma caravana de ismaelitas-midianitas, tiveram a ideia de vendê-lo. Por fim, quando a caravana chegou ao Egito, José foi vendido pelos midianitas à Potifar, que era oficial de Faraó.

José na Casa de Potifar
José começou a prosperar na casa de Potifar, até que foi promovido à supervisor da casa (Gênesis 39:4). A esposa de Potifar começou a se interessar por José e tentou seduzi-lo (Gênesis 39:10). Porém José era temente a Deus, e rejeitou a mulher.
Na última tentativa de sedução, a mulher de Potifar conseguiu ficar com a roupa de José nas mãos. Então ela aproveitou para sua isso como ferramenta de acusação contra José. O marido acreditou na acusação feita pela esposa e mandou José para a prisão.

José foi preso no Egito e interpretou sonhos na prisão
A prisão que José estava no Egito era para presos políticos. Mesmo em um local hostil, José foi abençoado por Deus e logo ocupou uma posição de destaque entre os presidiários. Na prisão ele conheceu dois funcionários da corte de Faraó: o padeiro e o copeiro.
Ambos sonharam em uma mesma noite, e coube a José interpretar tais sonhos. Vale ressaltar que os sonhos na cultura oriental da época eram considerados presságios, e encarados com muita seriedade e importância na vida das pessoas.
O copeiro sonhou com uma videira de três ramos, que brotou, floresceu e deu uvas, as quais ele espremeu na taça de Faraó e entregou a ele. Esse sonho significava que dentro de três dias o copeiro seria tirado da prisão, e retornaria a posição original que lhe pertencia. Após interpretar o sonho, José pediu para que o copeiro se lembra-se dele quando estivesse com Faraó, para que ele pudesse ser libertado daquela prisão.
O padeiro, por sua vez, sonhou que sobre sua cabeça havia três cestos. No cesto de cima havia vários tipos de pães e doces que Faraó gostava, porém vinham aves e comiam da cesta que estava sobre sua cabeça. A interpretação desse sonho era que em três dias Faraó tiraria a cabeça do padeiro, pendurá-lo-ia em uma árvore e as aves comeriam a carne dele.
José interpretou o sonho de Faraó
Passando cerca de dois anos da interpretação dos sonhos na prisão, Faraó acabou sonhando. Nenhum de seus magos e conselheiros pôde lhe dar a interpretação. Foi aí que o copeiro se lembrou de José e falou dele para Faraó, que mandou chama-lo no palácio.
Faraó contou a José os sonhos que havia tido. No primeiro sonho, Faraó estava à beira do rio Nilo, e viu sair sete vacas gordas que começaram a pastar. Logo depois vieram sete vacas magras que comeram as vacas gordas. Mesmo após terem comido as vagas gordas, elas continuaram magras.
No segundo sonho, Faraó viu sete espigas de cereal que estavam boas e cresciam no mesmo pé. Depois ele viu brotar sete espigas secas e ruins que engoliram as sete espigas boas.
José então disse a Faraó que ambos os sonhos na verdade eram apenas um. Esse sonho correspondia ao que Deus iria fazer. Haveria sobre a terra do Egito sete anos de muita fartura, mas depois haveria sete anos de fome tão severa que fariam com que se esquecessem dos tempos de fartura.

José, o Governador do Egito
Além de dar a José a interpretação do sonho, Deus também lhe concedeu sabedoria para que ele apresentasse um plano para Faraó, a fim de que o Egito conseguisse superar os sete anos de crise. Faraó então colocou José como segundo homem do Egito, abaixo apenas dele (Gênesis 41:41).
A função ocupada por José era chamada no Oriente Antigo de Vizir. Tratava-se do principal cargo administrativo que envolvia diversas funções, como por exemplo, ser encarregado do tesouro, da justiça e da execução e supervisão dos decretos reais.
Após ser colocado no cargo de governador do Egito, José recebeu o nome egípcio de Zafenate-Panéia (Gênesis 41:45), e se casou com Azenate, filha de um sacerdote de Om. José e Azenate tiveram dois filhos: Manassés e Efraim. Mais tarde, os dois filhos de José representariam o pai entre os filhos de Jacó, na distribuição das tribos de Israel.

José do Egito Reencontra Seus Irmãos e Seu Pai
Com a fome que assolava a terra, crescia a fama de que o Egito tinha mantimento. Isso fez com que os irmãos de José fossem até lá em busca de socorro. Em um primeiro instante, apenas José os reconheceu (Gênesis 42:7,8). Mais tarde, porém, após alguns testes por parte de José (Gênesis 43:18), o governador do Egito revelou sua verdadeira identidade aos seus irmãos. Aquele foi um encontro carregado de emoção (Gênesis 45).
Após a revelação de sua identidade, José tratou de trazer seu pai e toda sua família para o Egito. Faraó também apoiou a sua decisão (Gênesis 47). Mais tarde, quando seu pai morreu, José cuidou dos preparativos para o sepultamento. Ele mandou que Jacó fosse embalsamado segundo o costume egípcio, e o sepultou em Canaã conforme era seu desejo (Gênesis 50).

A Morte de José
Depois de sua longa história, José entendeu que tudo havia sido um plano de Deus, e que através de sua vida Israel foi preservado (Gênesis 45:7; 50:20). José então viveu o resto dos seus dias no Egito. Ele alcançou a terceira geração dos filhos de Efraim, e morreu com 110 anos de idade.
Antes de morrer, José relembrou a promessa que Deus havia feito aos seus pais (AbraãoIsaque e Jacó) de que seu povo herdaria a terra prometida. Então ele pediu para que quando Deus tirasse os israelitas dali, que seus restos mortais também fossem levado por eles.
Assim, José morreu confiante na promessa do Senhor. Mais tarde, Moisés lembrou do desejo de José e tirou seus ossos do Egito, conforme registrado no livro de Êxodo (13:19). José foi sepultado em Siquém, em um pedaço de terra que seu pai, Jacó, havia comprado (Josué 24:32).



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Jônatas, Amigo Leal


Jônatas foi um príncipe de Israel, filho mais velho do rei Saul. Sua história é conhecida na Bíblia principalmente por conta de sua amizade e lealdade para com Davi. O nome Jônatas significa “Javé tem dado”, do original Y’honatan ou Yonatan.

A história de Jônatas
Jônatas era o príncipe herdeiro do trono de Israel, já que era o filho que naturalmente deveria substituir Saul (1 Samuel 14:49,50). Sua mãe se chamava Ainoã, e ele tinha três irmãos e duas irmãs, sendo: Abinadabe, Malquisua, Isbosete, Merabe e Mical, essa última foi esposa de Davi (1 Samuel 18:20). Além destes, Jônatas também teve outros irmãos filhos de uma concubina de seu pai (2 Samuel 21:8,9).
Jônatas também teve um filho, Mefibosete, que tinha apenas cinco anos quando ele morreu (2 Samuel 4:4). Mefibosete era aleijado e foi criado na cidade de Lo-Debar, até que Davi honrou o pacto feito com Jônatas e lhe atribuiu a herança de Saul, bem como um lugar na corte real (2 Samuel 9; 21:7).

Jônatas Era Um Guerreiro
Jônatas foi um grande guerreiro. Após a decisiva vitória de Saul sobre os amonitas, o exército de Israel foi separado em duas divisões, ficando uma delas sobre a liderança de Jônatas. É nesse contexto que ele aparece na narrativa bíblica, sendo citado como vitorioso em Geba, um posto avançado dos filisteus, após ter matado o líder filisteu local (1 Samuel 11; 13).
O registro feito em 1 Samuel 14 deixa bem claro sua tamanha coragem e habilidade na guerra, quando acompanhado apenas de seu escudeiro, ele foi capaz de derrotar uma guarnição de filisteus.
Mais tarde, Jônatas quase foi morto por seu próprio pai depois de quebrar, sem saber, um voto de jejum que Saul havia imposto ao povo, porém os israelitas não permitiram que Jônatas recebesse a pena de morte. Isso também deixa claro que o grande perturbador de Israel era Saul, e não Jônatas (1 Samuel 14:25-45). As qualidades de Jônatas como guerreiro também foram lembradas na lamentação de Davi por sua morte (2 Samuel 1:22).
Jônatas era um homem de caráter
A história de Jônatas relatada nos textos bíblicos deixa claro que ele foi uma pessoa com caráter exemplar. Ele possuía uma personalidade firme que refletia em decisões sensatas e ações corajosas (1 Samuel 14:13; 2 Samuel 1:22,23).
Seu comportamento inspirava os soldados de Israel, de modo que ele também era um grande orientador nas técnicas de guerra. Sua capacidade analítica na tomada de decisões estratégicas, pautada em sua conduta integra, muitas vezes conflitava com a insensatez e destemperança de seu pai.
Por vezes, Jônatas tentou mediar uma aproximação entre Saul e Davi, e mesmo em meio aquele ambiente tenso, Jônatas foi fiel a Davi e, ao mesmo tempo, honrou seu pai, acompanhando-o até mesmo na hora da morte (2 Samuel 1:23).

A Amizade Entre Jônatas e Davi
Jônatas e Davi tinham uma amizade forte e verdadeira, de modo que Jônatas o amava como a si mesmo. Eles fizeram um pacto fraternal após Davi ter derrotado o gigante Golias, e lhe deu como presente sua própria capa de príncipe e sua armadura (1 Samuel 18:1-4).
Quando o conflito entre Davi e Saul atingiu proporções mais graves, Jônatas agiu como um pacificador, mesmo com seu próprio pai lhe pressionando a trair seu melhor amigo. Foi ele que avisou Davi que a ira de Saul contra ele não seria aplacada (2 Samuel 21:12).
Jônatas reconheceu que Davi era o homem escolhido por Deus para reinar em Israel, e, ainda que Davi não tivesse sido empossado, e mesmo sendo o herdeiro natural do trono na posição de príncipe primogênito, ele demonstrou fidelidade a Davi, revelando que a amizade entre ambos era desinteressada (1 Samuel 18:4-5; 20:12-29; 23:15-18).
Após Jônatas ter fortalecido Davi em sua confiança no Senhor, ambos renovaram a aliança que tinham, prometendo proteger a descendência um do outro, e quando Davi fosse empossado como rei de Israel, ele seria seu segundo (1 Samuel 23:16-18; 1 Samuel 20:12-17,42; 2 Samuel 9:1).

A Morte de Jônatas
Jônatas não sobreviveu para poder tornar-se o segundo de Davi em Israel. Jônatas morreu na trágica derrota dos israelitas contra os filisteus, ao lado de seus irmãos, Abinadabe e Malquisua, e seu pai, o rei Saul (1 Samuel 31:2).
Seus corpos foram expostos pelos filisteus no muro de Bete-Seã, até que foram tomados pelos moradores de Jabes-Gileade, que os sepultaram debaixo de um arvoredo em Jabes. Quando soube da morte de Jônatas e Saul, Davi se lamentou profundamente (2 Samuel 1).
Outros Jônatas na Bíblia
O nome “Jônatas” é bastante comum entre os personagens bíblicos do Antigo Testamento, ocorrendo pelo menos 15 vezes. Entre todos esses personagens, podemos destacar:
Um sacerdote idólatra, filho de Gérsom e descendente de Moisés (Juízes 17; 18:30,31).
Filho do sumo sacerdote Abiatar. Foi ele quem teve a missão de anunciar na pretensa festa real de Adonias, que Salomão, seu irmão, já havia sido coroado rei de Israel em Giom por Davi (2 Samuel 15:36; 17:15-22; 1 Reis 1:41-49).
Um sobrinho de Davi que matou um gigante filisteu em Gate (2 Samuel 21:21; 1 Crônicas 20:7).
Um dos heróis de Davi que pertencia ao grupo de seus trinta poderosos (2 Samuel 23:32; 1 Crônicas 11:3).
Um escriba que viveu durante o cerco do rei Nabucodonosor sobre Jerusalém, em cuja casa o profeta Jeremias foi aprisionado (Jeremias 37:20).
Há também outros Jônatas na Bíblia que são mencionados no período após o cativeiro babilônico, na restauração promovida na época de Esdras e de Neemias (Esdras 8:6; 10:15; Neemias 12:11-35).



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre