Separado Para Deus

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Tiago Apóstolo o Grande, Filho de Zebedeu


O apóstolo Tiago, filho de Zebedeu, era um pescador de profissão antes de seguir o Senhor Jesus (Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:10). Ele era irmão de outro apóstolo, João, e provavelmente sua mãe se chamava Salomé (Mateus 20:20; Marcos 15:40; 16:1). Conheça a biografia do apóstolo João. 
Como o apóstolo Tiago é mencionado quase sempre antes de João, acredita-se que ele tenha sido o mais velho. Zebedeu, seu pai, tinha condições para contratar empregados, e seu irmão, João, era conhecido do sumo sacerdote, o que provavelmente indica que eles faziam parte de uma família próspera e respeitada socialmente (Marcos 1:20; João 18:16). 
Tiago sempre aparece em companhia de Pedro e João, formando o grupo de discípulos mais próximo do Senhor Jesus. Talvez estes três discípulos tinham compreendido de uma forma um pouco mais profunda, quando comparado aos demais, a verdade acerca do Messias. De qualquer forma, ele estava presente em ocasiões muito significativas durante o ministério de Jesus, como na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração e na oração no Getsêmani (Marcos 5:33; 9:2; 14:33). Saiba também quem foi o apóstolo Pedro
Em certa ocasião Jesus apelidou Tiago e João de “Boanerges”, que significa “filhos do trovão”, provavelmente porque que os dois irmãos tinham um comportamento intempestivo. Isto parece ficar claro quando eles se ofereceram para orar pedindo que Deus destruísse uma vila samaritana (Lucas 9:54). 
Os dois irmãos também solicitaram a Jesus uma posição privilegiada no reino do Messias, e tal atitude foi de certa forma repreendida por Jesus e ainda causou indignação entre os demais discípulos (Marcos 10:35-41). Na mesma ocasião, Jesus lhes disse que eles deveriam tomar do cálice Ele também estava prestes a tomar. Grande parte dos estudiosos entende que essa foi uma referência ao sofrimento que os apóstolos teriam de enfrentar, e no caso específico de Tiago, uma indicação do tipo de morte violenta que ele experimentaria. 
O apóstolo Tiago foi o primeiro dos apóstolos a sofrer martírio. Ele foi executado à espada por ordem de Herodes Agripa I, em aproximadamente 44 d.C. (Atos 12:1,2). Por isto o apóstolo Tiago não deve ser confundido com o outro Tiago que aparece nos capítulos seguintes do livro de Atos liderando a Igreja em Jerusalém.




Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Tiago Apóstolo O Menor, Filho de Alfeu.


Tudo o que se sabe de concreto sobre esse apóstolo Tiago é que seu pai se chamava Alfeu (Mateus 10:3; Atos 1:13). O pai do apóstolo Mateus também é identificado pelo nome de Alfeu, mas não é possível provar que se trata da mesma pessoa, o que resultaria no fato de ambos os apóstolos serem irmãos. 
Tiago, o menor, era irmão de José, Simão e Judas (não o Iscariotes) e o nome de seu pai era Alfeu. Seu pai também era chamado Cléopas e era um dos discípulos com quem Jesus andou no caminho a Emaús (Lucas 24:13-18). A mãe de Tiago, Maria, era provavelmente o outro discípulo com quem Jesus andou no caminho a Emaús, uma vez que estava presente na crucificação (Marcos 15:40). Parecia improvável que Cléopas a deixaria em Jerusalém e iria para casa sozinho. (Compare Marcos 15:40 e João 19:25
Esse Tiago era quase que certamente primo do Senhor Jesus. Referem-se a ele como irmão de Jesus (Gálatas 1:19, Marcos 6:3 e Mateus 13:55). Não era incomum primos serem chamados de irmãos em seus dias e provavelmente ele não poderia ser um irmão de Jesus da forma como pensamos de irmãos, porque parece que suas mães eram diferentes (João 19:25). Suas mães eram irmãs (João 19:25) ou provavelmente meias-irmãs visto que o nome de ambas era Maria. Tinham também pais diferentes. Jesus era considerado filho de José o carpinteiro, enquanto que Tiago era filho de Alfeu. 
Tiago, o menor, é o autor do livro de Tiago. É um autor muito prático que ensina constantemente em seu livro que os homens devem praticar o que pregam e que uma profissão de fé que não é acompanhada de boas obras é uma falsa profissão. Sabemos que é esse Tiago que escreveu o livro de Tiago, porque o Tiago irmão de João e filho de Zebedeu foi martirizado muito antes do livro de Tiago ter sido escrito (Atos 12:1). 
Tiago, o menor, tinha um irmão que era um Apóstolo, seu nome era Judas (não Judas Iscariotes) e escreveu o livro de Judas.
Sem dúvida ele é a pessoa identificada pelo evangelista Marcos como “Tiago, o menor” (Marcos 15:40). A expressão “o menor” traduz o grego ho mikros, que literalmente significa “o pequeno”. Essa descrição pode ser em referência a sua estatura ou um indicativo de que ele era mais jovem que o outro apóstolo Tiago.
É possível também que ele seja o discípulo mencionado em Mateus 27:56; Marcos 16:1; e Lucas 24:10. Caso isso realmente esteja correto, então o nome de sua mãe era Maria, uma das mulheres que seguiam o Senhor Jesus e estavam presentes na ocasião da crucificação.
Segundo alguns estudiosos ele foi jogado de um pináculo, ao se levantar, alguns afirmam que recebeu uma martelada no crânio, outros dizem que foi apedrejado até morrer.




Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Tamar, Filha de Davi


A Bíblia relata que Tamar era uma mulher muito formosa. Ela era filha de Davi com Maacá e irmã germana de Absalão. (2 Samuel 13:1)
Ela era uma mulher virgem, se vestia de forma recatada, obediente, atenciosa, prendada e sábia. Ela não era uma moça qualquer. Porém, mesmo sendo uma moça reta e com tantas qualidades, ela não se livrou das dores e das humilhações que a maldade alheia lhe causara.
Amnon, o meio-irmão de Tamar, passou a cobiçá-la. Ele começou a sentir por ela uma paixão incontrolável e por saber que ela era sua meia-irmã e era virgem, acabou adoecendo pois sabia que era impossível ter alguma coisa com Tamar. (2 Samuel 13:2)
Certo dia, Jonabede, que era primo e amigo de Amnon, perguntou a ele o que estava acontecendo, pois percebeu que Amnon estava emagrecendo muito. Amnon então confessou para Jonabede sua paixão por Tamar e Jonabede deu uma idéia a Amnon: “Deita-te na tua cama e finge-te doente; quando teu pai vier visitar-te, dize-lhe: Peço-te que minha irmã Tamar venha e me dê de comer pão, pois, vendo-a eu preparar-me a comida, comerei de sua mão.” (2 Samuel 13:5). E assim Amnon fez. 
Davi então pediu a Tamar para que ela fosse até a casa de seu meio-irmão, Amnon, e fizesse comida para ele. Tamar, sendo uma filha obediente, foi até a casa de Amnon e preparou alimentos para ele comer. Amnon se recusou a comer e mandou todos se retirarem de sua presença e depois disso, disse a Tamar: “Traze a comida à minha cama e comerei da tua mão.”
Tamar então tomou os alimentos que havia feito e os levou à cama de Amnon, mas o que ela não esperava aconteceu: Quando ela foi servir a comida para seu meio-irmão, ele a segurou e pediu para que ela se deitasse com ele. Certamente, ela tomou um susto com esse pedido e imediatamente ela recusou a proposta e pediu para que ele não cometesse tal loucura, forçando-a a ter uma relação sexual com ele, pois não era assim que as coisas funcionavam em Israel, mas que mesmo assim ele tentasse a pedir para o rei, pois provavelmente o rei não a negaria. (2 Samuel 13:7-13)
Ao dizer "não se faz assim em Israel", ela estava lembrando a Amnon que a relação entre irmãos ou meio-irmãos era ilícito (Levítico 18:9; 20:17). Porém, ela deu a sugestão para que Amnon a pedisse para o rei (2 Samuel 13:17), porque provavelmente ela creu que por ele (o rei) ser o pai dos dois, poderia abrir essa "exceção" para que as coisas fossem feitas de uma forma um pouco mais "correta".
Até então, é possível observar uma certa calmaria nas falas de Tamar. Creio que ela ainda não havia entendido que Amnon estava completamente obcecado por ela. Ela ainda não havia entendido que o sentimento de Amnon por ela não era um simples desejo, mas sim algo completamente louco e imoral. 
Amnon, estando completamente maluco, não deu ouvidos ao que ela disse e a situação se complicou: Tamar foi estuprada. 
Devido o sentimento de Amnon por Tamar não ser algo puro, mas apenas cobiça e desejo carnal, após estuprar Tamar ele passou a sentir uma completa aversão por ela. A paixão doentia foi embora e ele passou a sentir nojo dela, pois agora ela não era mais uma moça intocada. Ele então mandou ela se levantar e ir embora dali. (2 Samuel 13:14-15)
Nesse momento Tamar já havia sido humilhada. Ela não era mais virgem e estava se sentindo completamente imunda. Como uma mulher que acabara de ser abusada sexualmente, além das dores físicas que ela estava sentindo por ter perdido sua virgindade de uma forma tão brutal, ela certamente estava se sentindo como um verdadeiro lixo. E como se não bastasse ela ter sido estuprada pelo seu próprio irmão, agora ele estava a mandando embora, como se ela fosse um vira-lata. Amnon usou Tamar como se ela fosse um objeto qualquer e agora estava jogando-a fora. 
Neste momento de desespero, Tamar não aceitava aquela situação porque ela havia se guardado para ser entregue somente para o seu amado e não para um homem maluco que iria jogá-la fora depois de usá-la. Então, ela não aceitou sair dali e disse a Amnon: “Não, meu irmão; porque maior é esta injúria, lançando-me fora, do que a outra que me fizeste.” Porém ele não a quis ouvir e, covardemente, pediu a um servo para que a tirasse dali à força. (2 Samuel 13:16-17)
Tamar não aceitou ir embora imediatamente dali porque ela não queria sair por aí com a vergonha de ser uma mulher impura e sem marido. Parece loucura o que ela fez, pois nenhuma mulher abusada iria desejar ficar próximo ao seu abusador... O desejo de uma mulher que passa por uma situação dessa é fugir do local o mais depressa possível. Porém, Tamar se recusou ir embora após ser violentada e humilhada por seu irmão porque ela estava preocupada com a forma que iria viver após aquilo. Naquele momento, Tamar falou que não sairia dali porque provavelmente estava apelando à lei escrita em Êxodo 22:16-17: “Se alguém enganar alguma virgem, que não for desposada, e se deitar com ela, certamente a dotará por sua mulher. Se seu pai inteiramente recusar dar-lha, dará dinheiro conforme ao dote das virgens”. 
Tamar queria justiça, mas Amnon não era homem suficiente para dar ouvidos a isso e por isso mandou que a retirassem dali à força.
Ao ser jogada do lado de fora, Tamar levava consigo uma túnica talar de mangas compridas, porque assim vestiam as moças virgens. Ela então, em sinal de tristeza, tomou cinza sobre a sua cabeça e rasgou sua túnica de donzela. Estando atordoada, por ter sido envergonhada pelo próprio irmão, Tamar se foi andando com as mãos na cabeça e clamando, em completo desespero. (2 Samuel 13:18-19)
Ao contar o ocorrido para o seu irmão Absalão, ele a mandou se calar e não ficar angustiada por conta disso. Absalão já havia ficado irado com Amnon e já sentia a vontade de se vingar de Amnon por sua irmã, mas por notar que ela estava atordoada, preferiu esconder sua ira e seu plano contra Amnon para não causar mais "dores de cabeça" para Tamar. E assim ficou Tamar e esteve desolada em casa de Absalão, seu irmão. (2 Samuel 13:20-22)
Quando Davi soube do ocorrido irou-se, mas nada fez. Talvez por crer que Deus permitiu isso com a sua filha por conta de seus pecados ou pelo fato de Amnon ser o seu primogênito e ele ter alimentado a esperança de que ele fosse seu sucessor ou por ele crer que não teria moral o suficiente para punir Amnon, já que não era exemplar nesta questão, ou por ter a intenção de preservar a imagem de Tamar, evitando a exposição da vergonha dela. Porém, independente do que Davi estava pensando, pela lei Amnon deveria ser morto. Levítico 20:17 diz isso claramente: “Se um homem tomar a sua irmã, filha de seu pai ou filha de sua mãe, e vir a nudez dela, e ela vir a dele, torpeza é; portanto, serão eliminados na presença dos filhos do seu povo; descobriu a nudez de sua irmã; levará sobre si a sua iniquidade.” 
Provavelmente, Absalão ficava intensamente inconformado em ver que Davi não estava agindo conforme a lei, mesmo Tamar estando desolada e sem esperanças devido ao gravíssimo crime cometido por Amnon contra ela, e ao passar dois anos, Absalão vinga o estupro de sua irmã e mata Amnon. O verso 32 de 2 Samuel 23 deixa claro que Amnon estava preparando a vingança contra Absalão desde quando soube do ocorrido, mas foi paciente e esperou o momento certo para se vingar por Tamar.
Como se já não bastasse toda afronta e humilhação de ser estuprada pelo próprio irmão, Tamar ficou desolada e parecia que ninguém a ouvia. Seu pai, apesar de amá-la e ter se irado com a situação, foi omisso e por isso ela ficou durante dois vendo Amnon viver como se não tivesse cometido crime algum, sentindo-se completamente injustiçada. Absalão havia dito para ela se calar e Davi decidiu abafar o assunto, mas a omissão deles não ajudou Tamar esquecer do ocorrido. Ela estava ferida fisicamente, psicologicamente e também em sua alma. Tamar já não era mais a mesma, pois vivia triste e era inevitável que as lembranças ruins surgissem em sua mente. Tamar não sabia que Absalão planejava se vingar, então ela certamente se sentia sozinha e injustiçada. 
A história de Tamar é muito triste, e apesar de ser pouco contada, é muito impactante porque fala de uma humilhação muito grande que interfere muito na vida de uma pessoa que a sofre. Muitas pessoas conhecem o medo e a vergonha de serem abusadas por alguém em quem confiava, que é um trauma muito doloroso e o processo de cura é muito lento e até impossível se a vítima não buscar o conforto e a cura em Deus. 
Sendo filha de Davi, que é considerado o homem segundo o coração de Deus, Tamar certamente havia aprendido com seu pai a buscar a Deus nos tempos de dificuldade. Tamar foi uma mulher forte, pois apesar de toda humilhação, ela não guardou aquilo para si e contou para o rei e para seu irmão, em busca de justiça e por isso, mesmo essa justiça tendo demorado, Absalão a amava e se vingou por ela. Tamar rasgou sua veste de moça virgem, pôs cinza em sua cabeça, e contou o ocorrido porque ela ansiou por justiça e a Lei dizia que se uma moça cometesse fornicação com outro homem, tanto ela como o homem deveriam ser mortos. Mas, se a moça gritasse por socorro, tomava-se isto como prova da sua inocência. O homem era morto pelo seu pecado de a ter violentado, e a moça ficava inocentada (Deuteronômio 22:23-27). Absalão entendeu o seu pedido. 

Absalão Assassina Amnom 
Por dois anos Absalão tratou Amnom friamente, sem lhe dirigir palavra. Ao final deste período ele viu a oportunidade de executar o seu plano premeditado de matar Amnom, pois Davi já teria dado o caso do estupro por encerrado. 
Ardilosamente (como Amnom anteriormente) ele conseguiu permissão do rei para que Amnom, junto com todos os seus irmãos, viessem até Baal-Hazor para festejar a tosquia com ele. Tendo-os em seu poder, Absalão fez com que seus servos assassinassem Amnom depois que ele se embebedou. 
Davi foi avisado no início que todos os seus filhos haviam sido mortos, e ficou profundamente triste e deprimido rasgando suas vestes e lançando-se no chão. Mas seu sobrinho Jonadabe logo corrigiu a notícia avisando que apenas Amnom havia sido morto por Absalão, cujas feições haviam revelado o seu ódio desde o dia que sua irmã fora forçada por Amnom, dois anos atrás. 
Absalão, no entanto, havia se refugiado com seu avô materno Talmai, filho de Amiúde, rei de Gesur. 
Davi pranteava a morte do seu filho Amnom todos os dias, e perseguiu Absalão por três anos. Ao fim deste período, mediante um ardil, Joabe conseguiu que ele perdoasse Absalão, permitindo sua volta a Jerusalém, mas ainda se passaram dois anos até que ele finalmente consentiu em recebê-lo em sua presença.
Absalão deu o nome de Tamar à sua filha para mostrar amor e respeito à sua irmã e ele ficaria como memorial a todos pelo ultraje sofrido por ela. 

Conclusão:
A história de Tamar nos mostra que até as pessoas boas passam por lutas e humilhações. Ela nos mostra uma situação muito difícil, pois muitas vezes somos humilhadas e nossos agressores ficam impunes, nos fazendo não entender o trabalhar de Deus. 
Infelizmente, por existir muitas mulheres mentirosas que caluniam e incriminam homens por pura maldade, o estupro é um assunto que é deixado de lado por muitos. Por haver um grande número de mentirosas, muitos acreditam cada vez menos nas pessoas que falam a verdade e alguns até acreditam que estupro não existe. Isso é muito triste, porque as pessoas que realmente foram abusadas, acabam sofrendo o mesmo que Tamar sofreu: As pessoas abafam o ocorrido deixando o caso de lado e os agressores ficam impunes. 
Quero ressaltar e encorajar principalmente à VOCÊ MULHER, apesar dos pesares, jamais devem se calar. Se você sofreu ou sofre algum abuso sexual, peça socorro e clame por justiça, porque somente assim o agressor poderá ser devidamente punido. Talvez como Tamar, você tenha ficado tão triste que tenha resolvido se isolar e fugir das pessoas, desacreditando que ainda existe amor e pessoas boas. Esse tipo de situação não é fácil, pois gera muitos problemas para quem passou por isso.
Geralmente, uma pessoa violentada tem dificuldades em se relacionar, algumas passam a ter tendências homossexuais, outras passam por dificuldade em conseguir controlar seus desejos carnais e outras simplesmente tem medo de se relacionar e, devido ao trauma, perdem o desejo sexual. Porém, existe um Deus capaz de curar todas as feridas e é capaz de fazer tudo novo. Portanto, busque trazer à memória somente o que lhe traz esperança. Repreenda os pensamentos ruins e peça a Deus a cura física e interior.
Outra coisa difícil é perdoar o agressor. Geralmente, o sentimento de ódio passa a dominar o coração. Porém, peça a Deus que te ajude a perdoar, porque a falta de perdão lhe traz um peso que você não merece e coloca até a sua saúde em risco.
Às vezes precisamos perdoar quem nunca nos foi capaz de pedir perdão. Perdoar não significa concordar com o erro, não é querer que a justiça não seja feita e não é aceitar conviver com quem lhe fez tanto mal. Perdoar é ser livre de um peso que você não fez nada para merecer. Peça a Deus que Ele sonde o seu coração para que você possa se livrar deste fardo, tornando-se livre por liberar o perdão. 
Que todos nós, sendo vítimas ou não, clamemos por justiça. Que não aceitemos que agressores vivam livremente como se nada tivesse acontecido. E claro, não sejamos injustos: Peçamos a devida punição dos mentirosos também. Pois as pessoas que mentem fingindo ter sofrido um abuso que não sofreu, prejudicam o caluniado(a) e a todos as pessoas que realmente são vítimas de abuso. 
Que Deus possa preencher o vazio que invade o coração de cada "Tamar". Que Ele lhe ajude a perdoar, que a justiça seja feita, que sejas livres das memórias ruins que prejudicam a sua felicidade e que Deus lhe ajude a deixar toda a dor do passado no passado. Que tudo se faça novo em sua vida!




Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Tabita, Dorcas em Grego


Dorcas, que constitui o objeto deste estudo, tem sido uma inspiração para milhares de pessoas. Ela é cheia de lições valiosas, as quais são importantes e algumas das quais necessitam de especial ênfase nestes dias.
Dorcas morava em Jope, uma cidade situada na costa do Mediterrâneo, que na época era o principal porto da Palestina - comparar com Jonas 1:3 e Atos 10:5-8.
Havia uma igreja cristã em Jope, e é possível que os crentes se reunissem para o culto na casa de Dorcas, que naqueles dias era o costume - observar Atos 12:12 e Romanos 16:5.

O Significado do Seu Nome.
O versículo 36 nos diz que o seu nome em aramaico era Tabita, mas em grego era Dorcas, que significa "antílope" ou "gazela" - um animal muito gracioso! Um escritor diz que "o nome dela está na Bíblia como símbolo de Naftali (Gênesis 49:21), aquele que profere palavras formosas; então, como suspirando pelas correntes das águas, buscando tudo em Deus (Salmo 42:1), e como ligeiro de pés (2 Samuel 2:18), e assim, saltando (Isaías 35:6); expressivo também de terno amor (Provérbios 5:19); da beleza da forma (Cântico dos Cânticos 2:9), e como frutífero através da voz do Senhor (Salmo 29:9)".
Pondere isso! Nossa vida deve ser como gazela - graciosa.

A História de Dorcas
Além do que está escrito no livro de Atos dos Apóstolos, nada mais se sabe sobre quem foi Dorcas. Mas as breves informações sobre ela são suficientes para revelar seu notável caráter. Dorcas é chamada no texto bíblico de “uma discípula”. Isso significa que ela era uma cristã, isto é, uma genuína e fiel crente em Jesus Cristo. É possível que Dorcas tenha sido uma das pessoas convertidas através do ministério itinerante do evangelista Filipe (Atos 8:40).
Ela morava na cidade de Jope, uma cidade portuária que ficava há pouco mais de cinquenta e cinco quilômetros de Jerusalém. Séculos antes, foi dessa mesma cidade que o profeta Jonas embarcou num navio na tentativa de escapar da ordem divina. Atualmente, na região da antiga Jope está a cidade de Jafa, ao sul de Tel Aviv.
O texto bíblico diz que Dorcas era notável pelas boas obras e esmolas que fazia. Isso quer dizer que ela cuidava dos pobres daquele lugar, e fazia muitas obras de bondade e compaixão. A sequência do texto bíblico indica um tipo de serviço que Dorcas realizava. Ela confeccionava túnicas e outras peças de vestuário para as viúvas de sua região.
Dorcas realmente procurava obedecer aos mandamentos divinos de amor ao próximo e do cuidado aos pobres e necessitados. Dorcas não realizava boas obras para ser salva, mas praticava boas obras porque era salva. As boas obras caracterizam a fé salvadora, e não o contrário. Todos aqueles que foram redimidos por Cristo são chamados às boas obras (Efésios 2:10; 1 Timóteo 2:10; Tito 3:8).

A Morte de Dorcas
A Bíblia diz que aconteceu de Dorcas adoecer e morrer. Nada é dito sobre a natureza da enfermidade ou mesmo sobre quantos anos Dorcas tinha quando isto aconteceu. A maioria das pessoas imagina a figura de Dorcas como uma jovem; enquanto muitos estudiosos sugerem que provavelmente ela já era uma senhora. Seja como for, tudo não passa de mera especulação.
A morte de Dorcas causou grande comoção entre as pessoas de Jope. Mas os crentes daquele lugar ficaram sabendo que o apóstolo Pedro estava em Lida, uma cidade que ficava cerca de dezesseis quilômetros dali. Então dois homens foram encontrá-lo para pedir que ele fosse depressa à cidade de Jope.
Os estudiosos discutem o propósito da busca por Pedro. Alguns pensam que os crentes de Jope foram procurar consolo em Pedro. Ainda hoje é comum que os membros das comunidades cristãs busquem apoio em seus pastores em situações assim. Além disso, todos somos ensinados a chorar com os que choram (Romanos 12:15).
Outros acreditam que os crentes de Jope procuraram por Pedro na esperança de um milagre. Se for esse o caso, e que parece ser o mais provável, então aquela foi uma verdadeira prova de fé no Cristo ressurreto por parte daqueles crentes. Eles acreditavam que Cristo poderia repetir os milagres que havia realizado durante seu ministério terreno; mas agora através do ministério de seus apóstolos.

A Ressurreição de Dorcas
Pedro atendeu ao chamado dos crentes de Jope e rapidamente foi ao lugar em que o corpo de Dorcas estava. Quando chegou ao local, Pedro foi recebido pelas viúvas que tentavam mostrar através das obras de Dorcas, que tipo de pessoa ela havia sido e como a sua partida era uma grande perda.
Mas o apóstolo Pedro pediu que todos saíssem do quarto onde Dorcas havia sido colocada. Ali ele colocou-se de joelhos e orou a Deus. Ele tinha que ter certeza que estava agindo em harmonia com a vontade do Senhor. Então, voltando-se para o corpo da mulher, disse: “Tabita, levanta-te!”; no aramaico: “Tabita cumi!” (Atos 9:40). Essas palavras lembram as palavras que foram ditas por Jesus à filha de Jairo (Marcos 5:34-43).
Em ambos os casos, o resultado foi o mesmo; isso porque o poder que ressuscitou as duas mulheres também foi o mesmo. A Bíblia diz que imediatamente Dorcas abriu os olhos e se levantou. Então Pedro apresentou Dorcas aos crentes, especialmente as viúvas.
A notícia da ressurreição de Dorcas percorreu por toda cidade Jope, e muitos creram no Senhor (Atos 9:42). Isso significa que, pela ação do Espírito Santo, aquelas pessoas entenderam que o poder que ressuscitou Dorcas não tinha origem em Pedro, mas no Senhor Jesus. Por tanto, Cristo foi quem recebeu a glória em Jope e não Pedro.




Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sofonias, Um Profeta de Sangue Real


O Profeta Sofonias foi filho de Cusi, viveu em Judá e profetizou no século 7 a.C. Entretanto, para falarmos sobre quem foi Sofonias, precisamos também saber que há quatro personagens bíblicos com este nome. Assim, antes de falarmos sobre o Profeta Sofonias, vamos conhecer os outros três.

Os Outros Sofonias na Bíblia
Sofonias, um levita descendente de Coate citado brevemente em 1 Crônicas 6:36-38.
Sofonias, filho de Maaséias e sacerdote durante o reinado do rei Zedequias. Ele serviu em duas ocasiões como um mensageiro do rei ao Profeta Jeremias, levando pedidos de orações e voltando trazendo oráculos do profeta em relação aos embates contra o exército do rei Nabucodonosor e a ajuda que esperavam do Egito (Jeremias 21:1; 37:3). Em certa ocasião, Sofonias foi repreendido por Semaías através de uma carta, por não ter prendido o Profeta Jeremias que havia sido acusado de enviar cartas desencorajadoras para os cativos (Jeremias 29:25-29). Quando Babilônia tomou Jerusalém, Sofonias foi levado para a Síria juntamente com outros líderes judeus, e foi executado por Nabucodonosor.
Sofonias, pai de Josias, um exilado que retornou do cativeiro babilônico (Zacarias 6:10,14).

O Profeta Sofonias
Tudo o que se sabe sobre quem foi o Profeta Sofonias é encontrado no livro do Antigo Testamento que leva seu nome. O primeiro versículo do livro fornece a única referência biográfica a respeito dele.
Sabemos que ele foi filho de Cusi, e sua genealogia é estabelecida recuando quatro gerações até Ezequias (Sofonias 1:1). Ainda não ficou provado com certeza que esse Ezequias fosse o conhecido rei judeu com este nome, entretanto a probabilidade de que tenha sido ele é muito grande, pois fornece mais luz à compreensão da forma com que a genealogia do profeta é apresentada.
O nome Sofonias significa “Jeová ocultou”, e talvez indique que o profeta tenha nascido durante o período das atrocidades praticadas por Manassés, o qual, segundo a tradição judaica, foi o responsável pela morte do Profeta Isaías, serrando-o ao meio.
Profeta Sofonias viveu em Judá, e segundo os relatos de seu livro, podemos perceber que ele conhecia bem as características da cidade de Jerusalém (Sofonias 1:10,11). Não se sabe exatamente a duração do ministério profético de Sofonias.
Sabe-se que ele profetizou durante o século 7 a.C. durante o reinado do possível parente rei Josias, o qual era bisneto do rei Ezequias. O reinado de Josias ocorreu entre 640 e 609 a.C. (2 Reis 22:1-23:30), e, com base nesse dado, o Profeta Sofonias provavelmente profetizou no início do seu reinado.
Algumas passagens específicas do seu livro parecem demonstrar essa condição. Por exemplo: O Profeta Sofonias falou sobre “o restante de Baal” em Jerusalém, o que aponta para uma data próxima a reforma iniciada por Josias, bem como também profetizou contra outros costumes idólatras que foram abandonados após o descobrimento do Livro da Lei (Sofonias 1:4,5; cf. 2 Reis 22:1-23:25; 2 Crônicas 34:1-7).
Considerando esse período como certo, tais datas colocam Sofonias como contemporâneo de outros profetas, como: Naum, que profetizou sobre a destruição da cidade Nínive por volta de 612 a.C.; também Jeremias, que viveu durante esse período e alcançou até mesmo a queda de Jerusalém em 587 a.C.; além da Profetisa Hulda, que foi consultada pelo rei Josias quando o Livro da Lei foi encontrado.
Caso o Profeta Sofonias tenha começado a profetizar a partir de 625 a.C., então o início de seu ministério coincide com o período em que o ministério do Profeta Jeremias também teve início.



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Simão o Zelote, Apóstolo de Cristo.


O nome Simão é derivado de Simeão e significa “Ouvido de Deus”. Simão, dito Simão, o Zelote ou Simão, o Cananeu, foi um dos discípulos de Jesus Cristo fazendo parte do grupo dos doze apóstolos. É referido como “o Cananeu” de acordo com o Evangelho de Mateus e como ”o Zelote” no Evangelho de Lucas e em Atos dos Apóstolos.
A palavra grega Cananeu e a palavra Zelote, derivada do aramaico, significam a mesma coisa: “zeloso”. Recebeu este apelido por fazer parte do ultranacionalista e radical partido judaico chamado zelotes. Eles lutavam, muitas vezes com luta armada, em favor da queda de Roma.
O momento no qual se ocorreu o chamamento de Simão para se unir aos apóstolos não é muito claro na Bíblia. Sabe-se apenas que foi convidado ao mesmo tempo que André, Simão Pedro, Tiago e João, filhos de Zebedeu, Judas Iscariotes e Judas Tadeu (Mateus 4: 18-22).
Não se sabe ao certo qual teria sido o ministério de Simão posteriormente. Recebendo o Espírito Santo junto aos demais, Simão saiu a pregar em diversos lugares, passando pelo Egito, Síria, Mauritânia, Líbia, Numidia, Cirenia e Abjásia. Neste último, uma região localizada na costa nordeste do Mar Negro, ele iluminou com a fé em Cristo numerosos pagãos. Também esteve na Bretanha, onde converteu à luz do Evangelho muitos descrentes, tendo sido depois crucificado por idólatras. Esta é uma das mais antigas tradições, cuja principal autoridade é Doroteo, Bispo de Gaza (300 d.C.). Nicéforo, Patriarca de Constantinopla, um respeitado historiador (758-829), também confirma a presença do Apóstolo em Bretanha.
Outras tradições afirmam que o Apóstolo esteve na Pérsia, com Judas, com quem foi martirizado. Outros ainda atestam que o zelote Simão foi sepultado na cidade de Nicósia, perto de Zhiguencia. Os lugarejos indicam que este local está a uns 13 km de Sujumi, não muito distante da costa do Mar Negro. Sua pregação era bem parecida com a dos outros quatro Apóstolos que foram para o Oriente, tida por alguns como ascética e judaica, tal como aquelas preservadas na Epístola canônica de Judas.



Abraços e Fiquem na Paz do Senhor Jesus Cristo

Neander Silvestre

Simão Pedro, Um Discípulo Dinâmico e Sincero


O apóstolo Pedro foi um dos primeiros discípulos escolhidos por Jesus. Pedro também é chamado na Bíblia de Cefas, Simeão e Simão. Neste estudo bíblico conheceremos mais sobre a história de Pedro, apóstolo do Senhor Jesus.

A História de Pedro
O apóstolo Pedro era natural de Betsaida, na época uma aldeia de pescadores não muito distante de Cafarnaum e que ficava na região costeira do mar da Galiléia (João 1:44). Pedro também tinha casa em Cafarnaum, na Galiléia (Marcos 1:21s). Alguns sugerem que sua residência realmente fosse em Cafarnaum, e Betsaida apenas sua aldeia de origem.
O apóstolo Pedro era irmão do apóstolo André, um pescador de profissão assim como ele. É bem provável que seu pai, Jonas, também fosse um pescador (João 1:42). O apóstolo Pedro era casado, tendo sido sua sogra curada por Jesus (Marcos 1:30). Além disso, é possível que sua esposa frequentemente o acompanhasse em viagens ministeriais na Igreja Primitiva (1 Coríntios 9:5).
Pedro possuía uma educação considerada limitada e falava o aramaico com forte sotaque da região da Galiléia (Mateus 26:73; Marcos 14:70); idioma que também utilizava para ler e escrever. No entanto, Pedro também falava um pouco de grego, muito provavelmente por conta de sua profissão que exigia constante contato com gentios. O grego era muito utilizado na época, sobretudo nas cidades de Decápolis.

Pedro, Cefas, Simão e Simeão
Como já foi dito, o apóstolo Pedro é chamado por outros nomes na narrativa bíblica. Possivelmente seu nome original era o hebraico Simeão, utilizado originalmente em alguns textos de Atos 15:14 e 2 Pedro 1:1; e talvez ele tenha adotado o grego “Simão” com pronuncia semelhante.
Quando ele se encontrou com Jesus, o Senhor o chamou de Cefas, do aramaico Kefa’, que significa “rocha” ou “pedra”, que em sua forma grega é Petros, ou seja, Pedro (João 1:42). O significado desse título se refere ao fato de que Pedro se tornaria firme como uma rocha, ao invés de uma pessoa com temperamento inconstante.
Assim, a narrativa do Novo Testamento designa o apóstolo Pedro por essa variedade de nomes. O apóstolo Paulo o chamava de Cefas (1 Coríntios 1:12; 15:5; Gálatas 2:9); o apóstolo João geralmente o chamava de Simão Pedro; e Marcos o chamou de Simão até o capítulo 3 de seu livro e depois passou a designá-lo como Pedro.

A Personalidade do Apóstolo Pedro
Considerando todas as referências sobre o apóstolo Pedro disponíveis não apenas nos quatro Evangelhos, mas em todo Novo Testamento, os estudiosos entendem que ele foi um típico homem do campo, uma pessoa simples, direta e também impulsiva.
Parece que ele também possuía uma aptidão natural para exercer liderança, talvez por ser caloroso, vigoroso e normalmente comunicativo. Em algumas ocasiões, sobretudo no episódio que envolveu a traição de Jesus no Getsêmani, Pedro se mostrou emotivo, sanguíneo e autoconfiante.

A Escolha do Apóstolo Pedro Como Discípulo de Jesus
O Evangelho de João relata um primeiro contato entre Jesus e Pedro, por intermédio de seu irmão, o apóstolo André (João 1:41). Esse contato ocorreu antes do início do ministério público do Senhor na Galiléia. Depois disto, Pedro e André continuaram com a pescaria durante um período de tempo, até que receberam um convite consequente de Jesus enquanto estavam pescando no mar da Galiléia (Marcos 1:16s).
Mais tarde Jesus escolheu doze homens entre aqueles que o seguiam para serem seus discípulos mais próximos. Assim, o apóstolo Pedro foi um dos primeiros discípulos a ser chamado, e também era um dos três que sempre estavam mais próximos do Senhor (Marcos 5:37; 9:2; 14:33). Nas listas que trazem a relação dos doze discípulos de Jesus, o nome do apóstolo Pedro sempre aparece primeiro (Marcos 3:16-19; Lucas 6:14-16; Mateus 10:2-4; Atos 1:13,14).

O Apóstolo Pedro Durante o Ministério de Jesus
O apóstolo Pedro teve uma participação muito ativa e significante durante o ministério de Jesus. Como já foi dito, ele foi um dos primeiros discípulos a ser chamado, estava entre os três mais próximos de Jesus, e em muitas ocasiões agiu como porta-voz dos Doze (Mateus 15:15; 18:21; Marcos 1:36s; 8:29; 9:5; 10:28; 11:21; 14:29; Lucas 12:41).
Pedro foi o discípulo que pediu para encontrar Jesus andando sobre as águas (Mateus 14:28). Foi ele também, juntamente com Tiago e João, que estiveram com Jesus no episódio da transfiguração (Mateus 17:1-8).
O apóstolo Pedro também foi o discípulo que, precipitadamente, tentou repreender Jesus diante do anúncio de sua morte iminente no Calvário (Mateus 16:22).
Quando Jesus perguntou aos seus discípulos quem eles achavam que Ele era, o apóstolo Pedro foi o primeiro a responder confessando que Ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mateus 16:16). O próprio Jesus atribuiu a resposta de Pedro como uma revelação de Deus que foi dada a ele.
Nessa mesma ocasião Jesus pronunciou a famosa frase “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Essa frase é alvo de intensos debates, deste muito tempo.
Pelo jogo de palavras que envolve o significado do nome “Pedro”, surgiram muitas interpretações. Duas delas são as mais antigas e conhecidas: alguns sugerem que a “pedra” seria o próprio Pedro; enquanto outros defendem que a “pedra” seria diretamente a verdade que foi declarada por Pedro, isto é, o Cristo, o Filho do Deus vivo.
O apóstolo Pedro ouviu diretamente de Jesus a ordem “apascenta minhas ovelhas” (João 21:17). Numa determinada ocasião, Pedro questionou Jesus sobre a situação dele e dos demais que haviam deixado tudo o que tinham para segui-lo, e ouviu do Senhor a promessa das bênçãos do reino de Deus (Marcos 10:28; Lucas 18:28).
O apóstolo Pedro também aparece de forma bastante ativa durante a narrativa dos últimos momentos do Senhor Jesus antes da crucificação. Juntamente com o apóstolo João, Pedro recebeu a incumbência de organizar a última ceia em Jerusalém (Lucas 12:8).
Inicialmente ele também se recusou a deixar que Jesus lhe lavasse os pés, mas quando foi advertido sobre a importância e a necessidade daquele ato do Senhor, ele pediu até mesmo um banho (João 13).
O apóstolo Pedro também foi o discípulo que, conforme Jesus havia dito, o negou três vezes antes que o galo cantasse duas vezes na ocasião que envolve a prisão e crucificação do Senhor. Na verdade essa sua negação contrasta diretamente com o comportamento valente e violento que ele demonstrou ao cortar a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote, durante a prisão do Senhor. Diante do olhar de Jesus, ao lembrar-se das palavras do Mestre, Pedro se arrependeu profundamente (Mateus 26:34-75; Marcos 14:30-72; Lucas 22:34-62; João 18:27).
É possível que o apóstolo Pedro tenha testemunhado a crucificação, apesar dos Evangelhos não o mencionarem (cf. 1 Pedro 5:1). Cristo ressurreto apareceu pessoalmente ao apóstolo Pedro (Lucas 24:33,34; 1 Coríntios 15:5).

O Ministério do Apóstolo Pedro na Igreja Primitiva
O apóstolo Pedro foi o primeiro a pregar o Evangelho no dia de Pentecostes. Cerca de 3 mil pessoas se converteram naquela ocasião (Atos 2:14). Até o capítulo 13 do livro de Atos dos Apóstolos, Pedro aparece com bastante destaque. Durante os primeiros anos ele foi o líder da igreja em Jerusalém, mas vale lembrar que o apóstolo Tiago, por sua vez, foi quem liderou o Concílio de Jerusalém onde importantes decisões foram tomadas concernentes à participação dos gentios na Igreja (Atos 15:1-21).
Pedro foi quem fez a exposição da necessidade da escolha de outro homem para o lugar deixado por Judas e Matias foi o escolhido (Atos 1). Durante o ministério do apóstolo Pedro ocorreram grandes milagres, sendo que até mesmo os doentes eram colocados de uma forma com que, ao passar, sua sombra os cobrissem (Atos 3:1-10; 5:12-16).
Foi o apóstolo Pedro quem disse as conhecidas palavras: “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (Atos 3:6). Dentre esses milagres também se destaca a ressurreição de Dorcas (Atos 9:36-41). Saiba mais sobre os milagres no período apostólico da Igreja Primitiva.
O apóstolo Pedro também foi quem disciplinou os perversos e mentirosos Ananias e Safira (Atos 5:1-11). Por conta do pecado que praticaram, ambos foram mortos de forma sobrenatural.
Na época da forte perseguição em Jerusalém após a morte de Estêvão, o apóstolo Pedro também estendeu sua atuação ministerial a outros lugares, como em Samaria em decorrência da grande evangelização de Filipe ali, nas cidades costeiras de Lidia, Jope e Sarona. É possível que nesse período Tiago então tenha assumido a liderança em Jerusalém.
O apóstolo Pedro também foi o responsável por anunciar as boas novas à família de Cornélio em Cesaréia (Atos 10:1-45). Na Carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo informa que Pedro também esteve em Antioquia (Gálatas 2:11). Na verdade é nesse relato que encontramos a referência sobre o conflito entre os apóstolos Paulo e Pedro, quando Pedro agiu dissimuladamente se associando aos cristãos gentios e depois se afastando deles ao temer a pressão do “grupo da circuncisão” que aceitava os gentios na Igreja desde que estes se submetessem ao cerimonial da Lei de Moisés.
O comportamento do apóstolo Pedro acabou influenciando até mesmo Barnabé. Então Paulo o repreendeu publicamente pelo comportamento, considerado por ele, como hipocrisia. No entanto, essa situação foi completamente resolvida, e o próprio apóstolo Pedro mais tarde se referiu a Paulo como “nosso amado irmão” (2 Pedro 3:15).
Na Epístola aos Coríntios, também somos informados da divisão que havia em tal igreja. Um dos grupos divididos ali alegava seguir o apóstolo Pedro, enquanto outros diziam ser de Paulo, Apolo e Cristo. Isso indica que provavelmente em algum momento ele esteve pessoalmente visitando aquela igreja.

A Morte do Apóstolo Pedro e o Final de Seu Ministério
Após 50 d.C. não temos tantas informações detalhadas sobre o apóstolo Pedro. Considerando suas duas epístolas, sabemos que ele permaneceu ativo na pregação da Palavra de Deus e no pastoreio do rebanho do Senhor até a hora de sua morte (1 Pedro 5:1,2).
Existe um grande debate se o apóstolo Pedro chegou a fixar residência em Roma ou não. O que é certo é que a igreja em Roma não foi fundada por ele; até porque seria muito improvável que Paulo escrevesse uma epístola àqueles irmãos sem mencioná-lo.
Na verdade não há qualquer base bíblica de que ele tenha sido o primeiro bispo de Roma; nem há indícios de que ele tenha sido líder da igreja na cidade por um período de tempo considerável. A tradição que afirma tal coisa é bastante questionável. Saiba mais sobre a igreja em Roma no panorama da Carta aos Romanos.
Apesar disto, é muito provável que ele tenha estado em Roma em algum momento próximo ao final de sua vida, e que tenha escrito suas duas epístolas desta cidade. Em 1 Pedro 5:13 o apóstolo escreve dizendo estar na “Babilônia”. Essa informação têm sido entendida pela maioria dos estudiosos como uma referência à cidade de Roma. A presença de Marcos na ocasião também favorece essa interpretação.
Existe uma tradição muito antiga e uniforme dentro do cristianismo de que o apóstolo Pedro tenha sido martirizado em Roma por volta de 68 d.C., assim como foi Paulo. Tertualiano (200 d.C.) defendeu tal informação, e Orígenes afirmou que Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, uma informação também presente em alguns livros apócrifos.



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Silas, Um Produtivo e Fiel Servo de Deus


Silas foi um membro da Igreja de Jerusalém que exerceu um papel de liderança na Igreja Primitiva, e é bem conhecido entre os cristãos devido a sua parceria com Paulo. A história de Silas na Bíblia começa a ser registrada a partir do capítulo 15 do livro de Atos dos Apóstolos. Neste estudo bíblico conheceremos um pouco mais sobre quem foi Silas na Bíblia.

A História de Silas na Bíblia
É bem provável que Silas tenha sido um judeu helenista, e que seu nome seja a forma grega do aramaico She’ila, que por sua vez é o equivalente ao hebraico Shaul. Em algumas Epístolas Paulinas, Silas é mencionado pela forma latina de seu nome, Silvano (2 Coríntios 1:19; 1 Tessalonicenses 1:1; 2 Tessalonicenses 1:1). O apóstolo Pedro também o mencionou assim em 1 Pedro 5:12.
Silas foi um profeta da Igreja de Jerusalém, que com sua pregação da Palavra exortava, encorajava e fortalecia os fiéis. Ele aparece na narrativa bíblica no episódio em que foi escolhido para acompanhar Paulo e Barnabé na tarefa de transmitir aos cristãos gentios convertidos por meio da igreja de Antioquia, a decisão do Concílio de Jerusalém que tratou dos assuntos relacionados à aceitação e comunhão dos gentios como membros da Igreja.
Assim como Paulo, Silas tinha cidadania romana (Atos 16:37-41). Alguns comentaristas sugerem que isto possa ter contribuído de alguma forma para que Paulo o escolhesse como companheiro em sua viagem missionária.

Silas Acompanha Paulo Em Sua Viagem Missionária
Após o Paulo ter se separado de Barnabé após sua primeira viagem missionária, o apóstolo escolheu Silas para acompanhá-lo em sua segunda viagem missionária, e auxiliá-lo na pregação do Evangelho (Atos 15:40). Saiba mais sobre a história do apóstolo Paulo.
Além da questão da cidadania romana já mencionada acima, alguns estudiosos também acreditam que o fato de Silas ter sido um membro da Igreja de Jerusalém pode ter representado algo bastante útil ao apóstolo.
Alguns também sugerem que o papel inicialmente exercido por Silas ao lado de Paulo era semelhante ao que havia sido desempenhado por João Marcos, ou seja, sua posição parece ter sido subordinada ao apóstolo, diferente da parceria com Barnabé.
Se essa sugestão estiver correta, então Silas pode ter servido como ministro auxiliar de Paulo, incumbido, principalmente, de questões literárias, responsável pelas Escrituras e documentos de instrução catequética. Apesar de parecer ter sido subordinado ao apóstolo Paulo, isso não significa que ele não tenha exercido uma posição significativa de liderança na tarefa missionária.

Silas É Preso Juntamente Com Paulo
O episódio mais conhecido entre os cristãos envolvendo Silas é a dramática prisão em Filipos, onde ele e Paulo foram açoitados e presos. Na ocasião também estavam presentes Lucas e Timóteo, porém estes não foram presos, pois Lucas era um gentio de Antioquia da Síria e Timóteo um meio-gentio de Listra. Assim, apenas Paulo e Silas, como judeus, foram acusados. Esse fato também parece apontar para uma certa liderança de Silas na equipe missionária, conforme foi citado no parágrafo anterior.
O relato bíblico acerca dessa prisão conta que Paulo e Silas foram agarrados e arrastados até a presença das autoridades. A multidão estava unida contra eles, e após as acusações, rasgaram-lhes as vestes e os açoitaram (Atos 16:22), apesar de que por serem cidadãos romanos esse tipo de tratamento era proibido.
Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam, e de repente ocorreu um terremoto que sacudiu os alicerces do cárcere de tal forma que soltaram-se as cadeias de todos os prisioneiros (Atos 16:26). Esse evento resultou na conversão do carcereiro e sua família (Atos 16:31-34).

O Restante Do Ministério De Silas
Silas acompanhou o apóstolo pela Síria, Ásia Menor, Macedônia e até em Tessalônica. É exatamente o capítulo 17 de Atos dos Apóstolos que narra a visita deles entre os tessalonicenses.
Ainda no capítulo 17 (vers. 10-15), sabemos que eles foram para Bereia, uma cidade cerca de 80 km a sudoeste de Tessalônica, aos pés do Monte Olímpio. Dali Paulo partiu para Atenas, porém Silas e Timóteo permaneceram em Bereia.
Existe muita discussão entre os estudiosos com relação à cronologia dos eventos que aconteceram após Silas e Timóteo terem ficado em Bereia. Alguns acreditam que Timóteo e Silas reencontraram Paulo ainda em Atenas e dali partiram para desempenhar algumas funções até que finalmente reencontraram novamente apóstolo em Corinto, enquanto outros defendem que esse reencontro aconteceu apenas em Corinto (Atos 18:5).
Seja como for, o nome de Silas aparece nas epístolas que o apóstolo escreveu de Corinto (1 Tessalonicenses 1:1; 2 Tessalonicenses 1:1), além do apóstolo também tê-lo mencionado quando escreveu aos próprios coríntios (2 Coríntios 1:19).
Após essas referências, Silas é mencionado novamente apenas na Primeira Epístola de Pedro. Nessa referência o apóstolo Pedro informa que escreveu tal epístola “por meio de Silvano”, ou literalmente “por Silvano” (1 Pedro 5:12).
Essa informação parece sugerir alguma função literária, porém ela não é muito clara para determinar especificamente o papel exercido por Silas nessa carta. Ele pode ter sido apenas o portador da epístola, ou ter sido um secretário do apóstolo, escrevendo o que lhe era ditado, ou talvez pode até mesmo ter ajudado o apóstolo a rascunhar alguns trechos da carta.



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Saul, O Primeiro Rei de Israel


Saul foi o primeiro rei de Israel. Ele era filho de Quis e pertencia a tribo de Benjamim. Saul foi escolhido como rei quando os israelitas pediram pela monarquia. A história de Saul na Bíblia está registrada em livro de 1 Samuel (capítulos 9-31).
O nome Saul significa “pedido”, do original Sha’ul. Alguns intérpretes sugerem que esse significado transmite o sentido de “pedido de Deus”. Outros personagens bíblicos também aparecem com esse mesmo nome.
Por exemplo: um rei de Edom (1 Crônicas 1:48,49; cf. Gênesis 36:37,38); o filho de Simeão e de uma mulher cananéia (Gênesis 46:10); um descendente de Coate também chamado de Joel (1 Crônicas 6:24; 6:36). Além desses, Saul também era o nome judaico de Paulo de Tarso, embora em português esse nome apareça na forma de Saulo.

A História de Saul
Saul aparece na narrativa bíblica como um jovem camponês da cidade de Gibeá. Ele é descrito como um homem de físico imponente, o mais formoso entre os israelitas (1 Samuel 9:2). A sequência da narrativa bíblica sobre a história de Saul mostra que ele era valente e muito corajoso.
Na época em que Saul vivia, o povo de Israel era liderado pelo profeta Samuel, o último dos juízes de Israel. Samuel já havia envelhecido, e combinado às frequentes ameaças de nações vizinhas, especialmente dos filisteus, os israelitas começaram a pedir por um rei. Eles desejavam ter um líder-guerreiro que, segundo eles, pudesse livrá-los de qualquer investida inimiga.
Quando os israelitas desejaram e pediram por um rei, eles rejeitaram a liderança divina através do ministério de Samuel. É verdade que antes de Saul, já estava nos planos de Deus conceder um rei a Israel (Gênesis 17:16; 49:10). Por esse motivo a Lei de Moisés já trazia a regulamentação da futura monarquia em Israel (Deuteronômio 17:14-20).
Tudo isso significa que a presença de um rei em Israel não era algo incompatível com a liderança divina. No entanto, o rei deveria ser um co-regente de Deus diante do povo. Todo o problema, no entanto, se deu porque os israelitas não quiseram esperar que Deus instituísse a monarquia em seu devido tempo. Eles queriam um rei que satisfizesse suas expectativas humanas por não confiarem na providência do Senhor.
Então Deus instruiu Samuel a conceder um rei ao povo. Samuel ainda advertiu os israelitas acerca das implicações de ter um rei de modo inoportuno, mas eles se recusaram a ouvir. Foi assim que Deus ordenou que Samuel ungisse Saul como rei. Sob esse aspecto, Saul era o tipo de pessoa que atendia exatamente as expectativas do povo.

O Reinado de Saul
A Bíblia diz que Saul estava procurando algumas jumentas de seu pai que haviam se desgarrado quando se encontrou com Samuel. O profeta profetizou que Saul seria rei e o ungiu secretamente na terra de Zufe. Mais tarde, Samuel confirmou a escolha de Saul como rei apresentando-o publicamente ao povo em Mispá (1 Samuel 9:1-10:25).
Tão logo o rei Saul já mostrou toda sua habilidade como líder e valoroso guerreiro. Quando o rei de Amom, Naás, sitiou Jabes-Gileade, Saul liderou um exército que destruiu os amonitas. Essa campanha militar impressionou o povo, e os israelitas celebraram o reinado de Saul em Gilgal (1 Samuel 11).
O rei Saul teve de lutar contra vários inimigos do povo de Deus praticamente durante todo seu reinado. O principal deles sem dúvida era os filisteus. Foi numa das batalhas contra os filisteus que Davi matou o gigante Golias (1 Samuel 17:4).
Israel conquistou muitas vitórias sob o reinado de Saul, porém seus erros foram suficientemente graves para manchar drasticamente seu governo.

Os Erros do Rei Saul
De acordo com a narrativa bíblica, é possível mencionar três grandes erros cometidos pelo rei Saul. Em primeiro lugar, o rei Saul tentou usurpar o ofício sacerdotal. Antes da batalha contra os filisteus, Saul se mostrou impaciente e ofereceu sacrifício em Gilgal.
Quando Samuel chegou até ele, o rei Saul escutou a primeira profecia de que havia sido rejeitado por Deus como rei, e que o Senhor já estava providenciando um “homem segundo o seu coração” (Samuel 13:7-14).
Em segundo lugar, o rei Saul desobedeceu mais uma vez ao Senhor quando desprezou a ordem divina para destruir todos os amalequitas. Saul resolveu poupar o rei Agague bem como o melhor dos animais daquele povo conquistado.
Naquela ocasião mais uma vez o rei Saul escutou a repreensão e a reprovação de Deus através do profeta Samuel. Foi nesse episódio que Samuel proferiu as conhecidas palavras: “Eis que é melhor obedecer do que sacrificar” (1 Samuel 15:22,23).
O fato de o rei Saul ter poupado o rei amalequita contrariando a ordem de Deus, contrasta com o caso em que ele iria executar seu próprio filho, Jônatas, quando por ignorância o rapaz desobedeceu a uma ordem sua. Após esse incidente envolvendo os amalequitas, Samuel se afastou completamente de Saul. Logo depois, o profeta ungiu Davi como sucessor de Saul no trono de Israel cumprindo a ordem do Senhor.
Em terceiro lugar, o rei Saul confirmou sua terrível condição iníqua quando procurou ajuda de uma feiticeira em En-Dor pedindo-lhe que trouxesse o espírito de Samuel dos mortos. Ele estava desesperado, e procurava alguma mensagem de esperança antes de sua batalha.
É muito discutido entre os estudiosos o que realmente aconteceu naquela ocasião. Seja como for, Saul pela terceira vez teve de escutar que seu reino havia chegado ao fim, que sua morte estava próxima e que naquela altura Davi já era seu sucessor oficial (1 Samuel 28:19).

A Morte do Rei Saul
O final do reinado do rei Saul foi trágico e melancólico. Cada vez mais ele foi se afastando do Senhor. Inclusive, ele foi perdendo suas características, tornando um homem depressivo, medroso e perturbado (1 Samuel 16:14; 19:9). Alguns intérpretes consideram possível que Saul até tenha se tornado um tipo de doente mental com episódios de esquizofrenia (1 Samuel 16-19).
A Bíblia diz que um “espírito mau da parte do Senhor” atormentava Saul. Davi até serviu para acalmá-lo tocando sua harpa (1 Samuel 16:23). Mas Saul também perseguiu ferozmente a Davi, impulsionado por um ciúme mortal (1 Samuel 18-20). Saul chegou a executar uma linhagem inteira de sacerdotes em Nobe por Aimeleque ter ajudado Davi (1 Samuel 21-22).
Davi teve a oportunidade de matar Saul duas vezes, mas poupou-lhe sua vida afirmando que não podia tocar no ungido do Senhor (1 Samuel 24; 26). Mas finalmente o reinado e a vida de Saul chegaram ao fim em uma desastrosa batalha contra os velhos inimigos filisteus.
No monte Gilboa, e ele e três de seus filhos morreram, entre eles Jônatas, amigo de Davi. Temendo ser capturado pelo exército adversário, Saul lançou-se sobre sua própria espada. No outro dia, quando os filisteus começaram a recolher os despojos dos mortos no campo de batalha, encontram o corpo de Saul. Então eles cortaram sua cabeça, penduraram seu corpo no muro de Bete-Sã para vergonha pública, e levaram suas armas para o templo de Dagom em Astarote (1 Samuel 31).
Depois, num ato de bravura, os homens de Jabes-Gileade resgataram os corpos de Saul e seus filhos. Depois de queimá-los, eles recolheram seus ossos e os sepultaram debaixo de um arvoredo em Jabes (1 Samuel 31:12,13). Apesar de tudo, o rei Davi sentiu profundamente a morte de Saul e de Jônatas (2 Samuel 1:17-27).



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Sara, Esposa de Abraão E Mãe de Isaque


Sara foi esposa de Abraão e mãe de Isaque. A história de Sara está registrada no Antigo Testamento, no livro de Gênesis. Neste estudo bíblico conheceremos tudo sobre quem foi Sara na Bíblia.
O nome Sara significa “princesa” (heb. sarah). Antes de ter seu nome trocado, Sara se chamava “Sarai” (heb. saray), que também significa princesa. Vale dizer que há também outra Sara citada na Bíblia, a filha de Aser (Números 26:46), embora que em algumas versões seu nome aparece escrito como “Sera”.

A História de Sara
Como já dissemos, Sara foi a principal esposa de Abraão. Ela era cerca de dez anos mais nova que o patriarca. Além de esposa se Abraão, Sara também era sua meia-irmã por parte de pai, Tera (Gênesis 20:12).
Quando Deus chamou a Abraão, Sara o acompanhou, partindo com ele de Ur dos Caldeus, passando por Harã e, finalmente, chegando até à terra de Canaã. A mudança de nome de Sarai para Sara, ocorreu quando ela tinha 90 anos de idade.

Sara e Abraão no Egito
Devido à fome que castigou a terra de Canaã, Abraão e Sara partiram para o Egito (Gênesis 12:10,11). Na ocasião, Sara já tinha 65 anos de idade, apesar disso era considerada uma mulher muito bonita, a ponto de Abraão, temendo por sua própria vida, pedir que ela se apresentasse apenas como sua irmã.
No Egito, Sara chamou a atenção dos egípcios e dos príncipes de Faraó, sendo que o próprio Faraó se sentiu atraído por ela e a levou para seu harém.
Entretanto, o Senhor castigou a Faraó e a sua casa por causa de Sara, o que fez com ele chamasse a Abraão e o confrontasse por ter omitido a informação de que ela era sua esposa. Faraó devolveu Sara a Abraão, e ordenou que eles partissem para longe do Egito (Gênesis 12:12-20).
Cerca de vinte anos depois, outro episódio muito semelhante a este aconteceu. Abraão, mais uma vez, ocultou a informação de que Sara era sua esposa. O fato ocorreu com relação à Abimeleque, rei de Gerar.
Neste caso, Deus avisou Abimeleque em sonhos, de que Sara era a esposa de Abraão, e caso não respeitasse essa condição, ele seria fatalmente penalizado. Prontamente Abimeleque procurou a Abraão, e o questionou acerca de sua atitude.
Abimeleque devolveu Sara a Abraão, e também lhe deu ovelhas, vacas, servos e servas, talvez como um tipo de compensação pela ofensa. Isso fez com que o patrimônio de Abraão aumentasse ainda mais.
Também vale dizer que Abraão e Sara viviam entre um povo pagão antes da convocação divina. De acordo com as leis da Mesopotâmia daquela época, a condição de esposa-irmã representava uma posição social ainda mais elevada, e segundo os textos de Nuzu, o vinculo do casamento era considerado mais solene.

Sara, Agar e a Tristeza da Esterilidade
Sara era estéril, e tal condição era um opróbrio continuo para ela. Ainda mais depois da promessa que Deus havia feito a Abraão de que ele seria pai, Sara desesperou-se para lhe conceder um herdeiro.
Sara então incentivou Abraão a ter um filho com sua serva pessoal Agar, uma jovem egípcia (Gênesis 16:1-3). Para tanto, Sara utilizou um costume frequentemente atestado na Antiga Babilônia, apoiado em uma norma legal de que uma esposa estéril deveria prover a seu marido uma mulher que lhe gerasse filhos em seu nome. Tal mulher geralmente era uma criada.
Se Sara usou uma norma legal para arquitetar seu plano, ela também agiu de acordo com as leis comuns na Mesopotâmia quando tratou a Agar de forma muito dura por esta tê-la desprezado por conta de sua esterilidade (Gênesis 16:4).

Sara e as Promessas de Deus
Quando Sara completou 90 anos de idade, ela recebeu a promessa divina de que teria um filho dentro de um ano, e que tal como Abraão, ela se tornaria a “mãe das nações”. Na verdade essa promessa ocorreu por duas vezes, sendo que na primeira foi onde seu nome foi mudado juntamente com o de seu marido (Gênesis 17:17-17; 18:9-15).
Na segunda ocasião, Abraão recebeu uma teofania e pediu que Sara fizesse alguns bolos para os visitantes divinos. Ao escutar a profecia acerca do nascimento de um filho seu, Sara sorriu com incredulidade, julgando ela ser impossível de se cumprir haja vista sua idade.
Apesar de Sara negar que seu riso ocorreu no sentido de zombaria, o Senhor conhecia suas verdadeiras intenções. Sara foi repreendida com a seguinte frase: “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?“. A partir daí a dúvida deu lugar à fé, e Sara foi revigorada, e a promessa foi cumprida com o nascimento de Isaque.
Após o nascimento de Isaque, Sara teve problemas com Ismael e Agar. Na festa de desmame de Isaque, Sara percebeu que Ismael estava zombando de seu filho. Muito irada, Sara ordenou que Agar e Ismael fossem embora.
Com essa atitude, Sara também desejava que Isaque não precisasse dividir sua herança com o meio-irmão. Se nas outras ocasiões Sara agiu de acordo com as leis da Mesopotâmia, nesse caso ela estava agindo de forma contrária, pois Abraão já havia reconhecido legalmente Ismael como seu filho (Gênesis 17:23-26).

A Morte de Sara
Sara tinha 127 anos de idade quando morreu, e foi sepultada por Abraão na sepultura que ele comprou para a família, perto de Hebrom, na cova de Macpela (Gênesis 23). Curiosamente, Sara é a única mulher na Bíblia que possui sua idade registrada por ocasião de sua morte.

Sara no Antigo e no Novo Testamento
Além do livro de Gênesis, Sara é mencionada no livro do Profeta Isaías (cap 51:2) como um exemplo de confiança em Deus, e aquela que deu a luz à nação israelita.
Já no Novo Testamento, o Apóstolo Paulo se refere a Sara direta e indiretamente. Na Carta aos Romanos (cap. 4:19), Paulo colocou a questão da esterilidade de Sara como um obstáculo à fé de Abraão, e mencionou o casal entre aqueles cuja fé foi contada como justiça, além de se referir a ela como a mãe dos filhos da promessa (Romanos 9:9).
Na Epístola aos Gálatas (cap. 4:21-31), Paulo se referiu a Sara indiretamente, ou seja, não citou seu nome, numa ilustração sobre o filho da escrava e o filho da mulher livre. O apóstolo Pedro também mencionou Sara como um exemplo de esposa (1 Pedro 3:6), e o escritor da Epístola aos Hebreus enfatizou a fé de Sara, colocando-a no texto que ficou conhecido como “A Galeria dos Heróis da Fé” (Hebreus 11:11).



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre