Separado Para Deus

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Jonas, O Profeta Fujão


história de Jonas é uma das mais conhecidas da Bíblia e é narrada principalmente no livro do Antigo Testamento que traz seu nome. Muitas pessoas apenas sabem quem foi Jonas no diz respeito ao relato de quando ele foi engolido por um grande peixe ao fugir da ordem do Senhor, mas neste texto nós conheceremos tudo o que a Bíblia diz sabe sobre quem era o profeta Jonas.

Quem foi Jonas?
Jonas foi um profeta hebreu que viveu durante o reinado do rei de Israel Jeroboão II, em meados do século 8 a.C.Jonas era filho de Amitai, e veio de Gade-Hefer, uma aldeia de Zebulom, situada nas vizinhanças de Nazaré. Ele também é o herói do livro que traz o seu nome, o quinto dos doze Profetas Menores.
O nome Jonas significa “pomba”, e a forma neotestamentária desse nome é Ionas. Algo interessante com o nome “Jonas” ocorre no Novo Testamento, quando comparamos passagens dos Evangelhos de Mateus e João.
No Evangelho de Mateus (16:17), Jesus chamou Pedro de Simão Barjonas, que em aramaico seria “filho de Jonas”. Entretanto, no Evangelho de João (1:42; 21:15,17), o pai de Simão Pedro é chamado de João, embora em alguns manuscritos ele também apareça em em tais passagens como “Jonas”.
Diante disto, não se sabe exatamente se os nomes “Jonas” e “João” (heb. Yonah e Yohanan) são dois nomes diferentes do pai de Pedro (algo comum na época), ou se representam duas forma gregas do mesmo nome hebraico.

A história de Jonas na Bíblia
O Profeta Jonas profetizou a restauração das fronteiras de Israel, o que foi alcançado por Jeroboão II por volta de 782-753 a.C., conforme o texto encontrado no livro de 2 Reis:
Também este restituiu as fronteiras de Israel, desde a entrada de Hamate, até ao mar da planície; conforme a palavra do Senhor Deus de Israel, a qual falara pelo ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de Gate-Hefer.
(2 Reis 14:25)
Considerando que Jonas profetizou acerca do reinado de Jeroboão em aproximadamente 790 a.C., durante a co-regência de Jeroboão e seu pai Jeoás, é muito provável que Jonas tenha conhecido o profeta Eliseu, que faleceu por volta de 797 a.C. Existe ainda a possibilidade de o Profeta Jonas ter sido um dos “filhos dos profetas” instruídos por Eliseu (2 Reis 6:1-7). Conheça a história do profeta Eliseu.
A maior parte do que sabemos sobre a história de Jonas é o que está narrado no livro a qual tem seu nome. De acordo com o livro de Jonas, Deus ordenou que o profeta fosse à cidade de Nínive para clamar contra ela (Jonas 1:1,2).
Desobedecendo a ordem de Deus, o Profeta Jonas foi para Jope e embarcou em um navio com destino a Társis, a oeste de Israel, que talvez fosse a Córsega ou parte da Espanha, enquanto Nínive, o destino a qual Deus havia lhe enviado, ficava no estremo leste (Jonas 1:3).
No meio da navegação, Deus enviou uma grande tempestade que castigou a embarcação em que o profeta Jonas viajava (Jonas 1:4). Após os marinheiros clamarem cada um ao seu deus e realizarem uma série de procedimentos para tentar salvar o navio, o capitão da embarcação encontrou o profeta Jonas dormindo no porão do barco (Jonas 1:5,6). O capitão então ordenou que Jonas invocasse o seu Deus na tentativa de que Ele pudesse livrá-los (Jonas 1:6).
Os marinheiros resolveram lançar sorte, e a sorte caiu sobre o profeta Jonas que foi declarado culpado.Interrogado pelos tripulantes daquele navio, Jonas mandou que eles o lançassem ao mar, para que a tempestade se acalmasse. Num primeiro momento os homens ainda tentaram resistir à ideia do profeta Jonas, mas ao perceberem que não teria jeito, lançaram Jonas no mar e a tempestade finalmente cessou (Jonas 1:13-15).

O Profeta Jonas e o Grande Peixe
Após ser lançado ao mar pelos marinheiros da embarcação em que estava viajando, o profeta Jonas foi engolido por um grande peixe que o Senhor providenciou. Jonas ficou no ventre do peixe durante três dias e três noites (Jonas 1:17).
Jonas então orou a Deus em forma de um cântico de ação de graças, e Deus ordenou que o peixe vomitasse o profeta em terra firme, talvez em uma praia distante da costa da Síria. Muito têm se discutido acerca desse grande peixe que engoliu o profeta Jonas. Alguns defendem a ideia de ter sido uma baleia, enquanto outros reprovam essa possibilidade.
Na verdade, de fato não precisa necessariamente ter sido uma baleia. Poderia ter sido um grande tubarão, como o próprio tubarão-baleia que atinge um tamanho enorme e não possui os dentes terríveis de outras espécies de tubarão.
O termo original em hebraico significa apenas “grande peixe” e o termo usado em grego na Septuaginta é um termo genérico para “mostro do mar”, “criatura marítima” ou “peixes de grande tamanho”. Seja como for, o correto é que esse episódio se refere a algo sobrenatural que ocorreu para que o propósito de Deus fosse cumprido.

O Profeta Jonas Chega a Nínive
Depois de ter sido vomitado pelo grande peixe, Jonas obedeceu a ordem de Deus e foi para Nínive (Jonas 3:3). O profeta Jonas pregou conforme Deus havia ordenado, e a cidade naquele momento se arrependeu de seu pecado, sendo poupada por Deus (Jonas 3:3-10).
O fato de Deus ter poupado Nínive deixou o profeta Jonas profundamente irritado (Jonas 4:1). Muitos sugerem que o motivo da irritação de Jonas foi uma espécie de mistura entre ciúme e antipatia em relação aquele povo pagão que era inimigo de seu próprio povo. O descontentamento foi tamanho que o profeta Jonas pediu que Deus tirasse a sua vida (Jonas 4:3).
Deus então mais uma vez deu uma lição em Jonas. Ele fez crescer uma planta que deu sombra ao profeta, deixando-o muito feliz. No dia seguinte, Deus mandou uma lagarta atacar a planta e rapidamente ela ficou destruída.
Mais uma vez o profeta Jonas ficou irritado e pediu para morrer. Usando esse exemplo da planta, e da piedade demonstrada por Jonas a ela, Deus ensinou ao profeta que era moralmente correto que Ele manifestasse piedade pelo povo de Nínive (Jonas 4:6-11).
Nesse ponto a história do profeta Jonas termina repentinamente (Jonas 4:11) e o Antigo Testamento não faz qualquer outra referência sobre ele.

O Profeta Jonas no Novo Testamento
O profeta Jonas é citado no Novo Testamento pelo próprio Jesus, onde Ele faz referência ao período em que Jonas permaneceu no ventre do peixe e ao arrependimento da cidade de Nínive através de sua pregação (Mateus 12:39-41; 16:4; Lucas 11:29-32).
Essa referência sobre a história do profeta Jonas no Novo Testamento é muito significativa, pois confere a garantia de que os relatos descritos no livro de Jonas são fatos históricos e literais, e não apenas uma fábula com propósitos nacionalistas como alguns comentaristas céticos sugerem.

O Profeta Jonas Nos Relatos Extra-bíblicos
Alguns estudiosos defendem que Beroso, um sacerdote e historiador caldeu da Babilônia que viveu no século 3 a.C., teria escrito sobre o episódio envolvendo Jonas. Beroso escreveu em grego uma obra sobre a História da Babilônia, onde em um de seus relatos ele se refere a uma criatura que emergiu do mar para conceder sabedoria divina aos homens chamada Oannes. Seria um tipo de homem-peixe.
Os babilônicos cultuavam diversas divindades com perfis curiosos, incluindo um deus das águas (Enki ou Ea). Mas o que chama atenção nessa história é o fato do nome “Oannes” ser muito semelhante ao nome grego Ioannes, que, junto com o também grego Ionas, é utilizado para representar o hebraico Yonah, ou seja, “Jonas”.
Portanto, alguns acreditam que existe a possibilidade da descrição de Beroso ter alguma relação com a história de Jonas, já que a fama de um evento miraculoso como esse facilmente pode ter corrido entre muitos povos, e originado até mesmo algumas lendas. O problema com essa sugestão parece ser cronológico, já que para alguns o mito sobre Oannes remonta o período de 4.000 a.C., e a história do profeta Jonas se passa num período muito mais recente.



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

João Batista, O Último Profeta


João Batista foi o profeta que preparou o caminho para o ministério do Senhor Jesus; o último entre todos que anunciaram a vinda do Messias. Por isso ele é chamado de “arauto do Messias”.
João Batista nasceu em aproximadamente 7 a.C. Ele era filho de um casal idoso de família sacerdotal, Zacarias e Isabel. Sua mãe era parenta de Maria, a mãe de Jesus. O termo empregado em Lucas 1:36 para descrever esse parentesco é suggenes, que significa “da mesma família” ou “parente de sangue”.
Apesar de ser um termo com significado amplo, a maioria dos estudiosos acredita que ambas eram primas. Isso significa que provavelmente João Batista e Jesus eram primos de segundo grau.

Anúncio do nascimento de João Batista e seu nascimento
O anúncio do nascimento de João Batista é um dos mais fantásticos registrados nas Escrituras, possuindo até mesmo algumas semelhanças com o anúncio do nascimento de Jesus. Os pais de João Batista eram judeus piedosos e tementes a Deus que aguardavam a vinda do Messias.
Eles não tinham filhos porque Isabel era estéril. Num determinado dia, quando Zacarias estava exercendo suas funções sacerdotais, ele recebeu a visita do anjo Gabriel. O anjo lhe anunciou o nascimento de um filho e indicou o nome pelo qual ele deveria ser chamado, João (Lucas 1:13). O anjo também disse que João Batista seria repleto do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe (Lucas 1:15).
Diante do aparecimento do anjo, Zacarias ficou amedrontado. Depois do anuncio, sua resposta foi de incredulidade (Lucas 1:18). Assim, Zacarias foi sentenciado a ficar em silêncio, isto é, mudo, até que o menino nascesse. Muito provavelmente essa condição de Zacarias consistia não apenas na mudez, mas também na surdez (Lucas 1:62).
Além de tudo isso, quando Maria recebeu a visita de Gabriel para anunciar-lhe o nascimento de Jesus, o anjo também lhe falou sobre a gestação de Isabel (Lucas 1:36). Isso fez com que Maria fosse lhe visitar. Nesse encontro, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, João Batista saltou em seu ventre.
No tempo oportuno, Isabel deu à luz a João Batista. Na cerimônia de escolha do nome do menino, Zacarias, seu pai, recuperou a voz. Inicialmente as pessoas estavam chamando o menino de Zacarias; mas o nome que deveria ser dado era João. Então de forma sobrenatural, Isabel também anunciou esse mesmo nome, antes que Zacarias o confirmasse escrevendo-o em uma tábua.
Todos esses acontecimentos trouxeram grande temor no povo, de modo que em todas as montanhas da Judéia foram divulgadas as coisas que estavam ocorrendo em conexão com o nascimento de João Batista. Assim, todas as pessoas se perguntavam sobre quem seria aquele menino. 

O Ministério de João Batista
João Batista cresceu no deserto da Judéia (Lucas 1:80). Em aproximadamente 26 d.C., ele recebeu o chamado para exercer seu ministério profético (Lucas 3:2). Alguns estudiosos tem sugerido que João Batista, durante seus anos de formação, pode ter tido contato com os Essênios. Os Essênios formavam um grupo separatista judaico que observava a Lei com rigor. Esse grupo vivia geralmente em comunidades reclusas no deserto, como os assentamentos descobertos em Qumran.(https://pt.wikipedia.org/wiki/Qumran) 
Seja como for, a verdade é que foi uma experiência espiritual completamente diferente que fez com João Batista desempenhasse sua tarefa especial de “preparar ao Senhor um povo bem disposto” (Lucas 1:17). Dessa forma, certamente ele rompeu com qualquer influência anterior. 
Logo que iniciou seu ministério profético, João Batista começou a ser grandemente reconhecido como o pregador do arrependimento. Por isso tão logo um grande número de judeus se reunia para ouvi-lo. 
A mensagem de João Batista era dura, mas necessária. Ele se posicionou de forma radical contra as normas judaicas e condenou os fariseus e líderes religiosos da nação como sendo uma “raça de víboras”. Para João Batista, apenas ser descendente de Abraão não bastava; era necessário um recomeço, um arrependimento genuíno. Assim, muitos receberam dele no rio Jordão o batismo do arrependimento, ao confessarem seus pecados. 
João Batista convocava um remanescente fiel dentre o povo judeu. Com arrependimento sincero, esse remanescente deveria estar pronto para receber a chegada de Alguém muito maior do que ele próprio.
João Batista anunciava claramente que ele apenas estava servindo de arauto para o Messias que estava às portas. João também avisava que enquanto ele batizava com água, esse Alguém que viria após ele batizaria com Espírito e com fogo. Isso significa que não haveria meio termo, o Messias traria salvação e juízo. 
A severidade e urgência da mensagem de João Batista podem ser notadas na sentença: “E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo” (Mateus 3:10). 
É claro que essa mensagem estava plenamente de acordo com alguém que havia sido escolhido por Deus para preparar o caminho daquele que, em Sua mão, tem a pá para limpar a eira, separar o trigo no celeiro e queimar a palha com fogo inextinguível (Mateus 3:12). Realmente a mensagem do último profeta antes do Messias não poderia ser diferente. 
João exerceu seu ministério no deserto da Judéia, Samaria e Enom, perto de Salim (João 3:23). Provavelmente seu período em atividade teve curta duração, mas foi bastante intenso. Ele passou seus últimos anos na região de Pereia, que pertencia à tetrarquia de Herodes Antipas. 
Ele também foi seguido por discípulos fiéis. A eles João Batista ensinava regras práticas e objetivas de caridade, piedade e justiça.

João Batista e o batismo de Jesus
Nosso Senhor Jesus estava entre aqueles que receberam o batismo de João. A Bíblia relata que foi Jesus quem pediu para ser batizado. João Batista até esboçou certa relutância por se considerar indigno de realizar essa tarefa.
Na ocasião do batismo de Jesus, João Batista reconheceu claramente que Ele era aquele que estava sendo anunciado em sua pregação (Mateus 3:13-15). Foi nesse mesmo momento também que, de forma sobrenatural, o Espírito Santo desceu sobre Jesus e ouviu-se uma voz do céu dizendo: “Tu és o meu filho amado; em quem me comprazo” (Marcos 1:10,11).


A Personalidade de João Batista
Os Evangelhos fornecem poucas informações pessoais sobre João Batista. Porém, pelo pouco que é dito, podemos presumir que João Batista tinha uma personalidade forte e vigorosa; algo condizente com a própria singularidade da mensagem que proclamava.
João Batista se vestia de uma forma bastante simples. Ele usava vestes feitas de pelos de camelo, e usava um cinto de couro ao redor de seus lombos (Mateus 3:4). O próprio Jesus fez menção ao fato de que João Batista não usava vestes finas (Mateus 11:8).
João também tinha restrições semelhantes aos nazireus, como a proibição de tocar em bebida forte. Isso tem levado muitos estudiosos a entenderem que João Batista era um tipo de nazireu vitalício, ou seja, ele não era nazireu apenas em um período de voto, mas durante a vida toda, assim como Sansão deveria ter sido.
A alimentação de João Batista também seguia essa mesma linha simples. Ele comia mel silvestre e gafanhotos, alimentos estes que poderiam ser encontrados no deserto. Claro que não podemos entender que esses dois itens consistiam em toda dieta do profeta, mas que refletiam e evidenciavam seu modo de vida simples que apresentava um protesto vivo contra tudo o que ele denunciava.


João Batista era Elias?
Essa é uma dúvida que surgiu no tempo de João Batista e que persiste até hoje em algumas pessoas. A verdade é que João Batista não era Elias, e ele próprio esclareceu isso enfaticamente (João 1:21).
No entanto, de forma figurada, ele pode ser identificado como sendo Elias, como o próprio Jesus assim o fez (Mateus 11:13,14; cf. 17:12; Marcos 9:12,13). Isso significa que seu ministério profético e suas ações foram semelhantes ao ministério e as ações do profeta Elias.
Isso fica bastante claro quando comparamos a profecia do profeta Malaquias com o anuncio feito por Gabriel de que ele prepararia o caminho do Messias “no espírito e poder de Elias” (Malaquias 3:1; 4:5; Lucas 1:17).
Assim como Elias, João Batista denunciou o pecado e conclamou o arrependimento. Portanto, o modo característico do ministério profético de Elias seria revelado também no ministério de João Batista.


A Morte de João Batista
Em dado momento, parece que João Batista levantou as suspeitas de Herodes Antipas de ser ele o líder de um tipo de movimento popular que poderia ter consequências imprevisíveis, sobretudo políticas. 
Aliado a isso, Herodias, esposa de Herodes, ficou particularmente aborrecida com João Batista por ele ter denunciado a ilegalidade de seu casamento com Herodes. Por esse motivo ele acabou sendo aprisionado na fortaleza de Herodes na Transjordânia. Herodes não estava disposto a matar João Batista. Mas num determinado dia, Herodes Antipas acabou fazendo um juramento à filha de Herodias, e foi obrigado a entregar a cabeça de João Batista como prêmio. Então aproximadamente entre 27 e 29 d.C., João Batista foi decapitado.

A importância de João Batista
João Batista foi muito importante porque seu ministério marcou o início do tempo do cumprimento das promessas que Deus havia feito a Israel no Antigo Testamento. Essas promessas falavam sobre a vinda de seu reino e a chegada do Messias. Com base nesse entendimento, podemos destacar os seguintes pontos:
O próprio João Batista é o cumprimento de profecias feitas ainda no Antigo Testamento. Desse modo os profetas Isaías e Malaquias falaram sobre ele (Isaías 40:3; Malaquias 3:1; 4:5). O próprio Jesus declarou que ele era o profeta que havia sido prometido (Marcos 9:13; Mateus 11:14).
Seu ministério, como sendo o último profeta, concluiu a responsabilidade da revelação divina sob a antiga ordem. Isso fica claro nas palavras de Jesus: “A Lei e os profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de Deus” (Lucas 16:16).
De forma muito semelhante a Moisés que apenas avistou a Terra Prometida, João também foi um arauto que permaneceu no limiar de um novo tempo; o tempo da chegada do Reino de Deus. Ele avistou de forma muito próxima, porém não participou dessa nova era em vida. Sua prisão serviu de sinal para o início do ministério de Jesus na Galiléia (Marcos 1:14).
Os próprios apóstolos faziam referência sobre a veracidade e importância do ministério de João Batista. Isso aconteceu, por exemplo, na pregação de Paulo em Antioquia (Atos 13:24ss; cf. Atos 10:37).
Depois dos apóstolos, João Batista foi a pessoa mais importante que testemunhou o ministério de Jesus. Nesse sentido ele desfrutou de um privilégio que nenhum outro profeta do Antigo Testamento alcançou.
João Batista serviu de referencial para o ministério do próprio Cristo, no sentido de que ele veio para ser o precursor imediato do ministério do Filho de Deus, e refletindo no fato de que a grandeza de João serve como parâmetro para se perceber a grandeza de Cristo nas Escrituras. Sua vida foi um sinal vivo de que Jesus era o Messias prometido. Portanto, se aquele que foi o predecessor de Jesus, era o maior entre os homens, fica claro a importância indescritível daquele a quem João anunciava.
A Bíblia não registra nenhum milagre feito por João Batista. Todavia, Jesus testificou que não houve ninguém nascido de mulher maior do que ele, colocando-o como o último e mais importante dos profetas da Antiga Aliança (Lucas 7:24-28; 16:16). Aqui entendemos que não são os sinais e prodígios que fazem com que alguém seja notável, mas, sim, o desempenho da tarefa lhe foi designada por Deus. Jesus declarou isso sobre João Batista justamente porque ele foi destinado a preparar o caminho para o Messias.
Jesus também falou que, apesar de ser o maior nascido de mulher, o menor no Reino de Deus seria maior do que João Batista. Com isso Jesus estava se referindo ao fato de que João estava sendo privado de participar de forma intima de Seu ministério que estava acontecendo enquanto ele amargava um aprisionamento. Além do mais, ele não presenciaria o sacrifício no Calvário, nem a ressurreição, ou mesmo experimentaria o Pentecostes. Assim, o menor do Reino era maior do que João Batista no sentido de ser mais altamente privilegiado por poder presenciar ou viver após o acontecimento de tais coisas.
Foi João Batista que teve a honra de contemplar o Cristo e dizer as importantes palavras: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).
João Batista compreendeu muito bem sua missão. Mesmo durante o tempo em que seu ministério foi simultâneo ao de Cristo, ele, como um bom arauto, permaneceu em segundo plano diante da presença do Rei que havia chegado (João 3:22ss). Em momento algum João Batista tentou atrair a atenção para si mesmo. Sobre isso, ele mesmo disse: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (João 3:30).
Certamente quando meditamos sobre quem foi João Batista, ficamos perdidamente maravilhados com a forma com que Deus conduz a História. Ele escolhe aqueles que são Seus e cumpre Suas promessas nos mínimos detalhes.




Abraços e fiquem na Paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

quarta-feira, 8 de maio de 2019

João, O Apóstolo do Amor


O apóstolo do amor era filho de Zebedeu (Mateus 4.21), um prospero pescador da cidade de Cafarnaum. Salomé sua mãe, começara a servir o Salvador na Galileia. Ela estava presente no momento da crucificação do Filho de Deus (Marcos. 15. 40,41). João fora um dos primeiros discípulos chamado pelo Senhor Jesus. Ele era pescador, profissão bem comum e importante na Palestina do primeiro século. Deveria ter nascido entre 1 a 5 anos d.C.
O discípulo amoroso era seguidor de João Batista (João 1. 36,37). Logo depois foi selecionado para ser um apostolo.  

E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos: Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor (Lucas 6. 12-16).

Ele tinha um conhecimento profundo da geografia da Palestina e dos costumes judaicos.
Acredita-se que a família de João tinha dinheiro e posses, pois o seu pai tinha vários empregados - E logo os chamou. E eles, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os jornaleiros, foram após ele (Marcos 1.20). Ele era extremamente zeloso ou ciumento (antes da conversão). Estava incomodado com alguém que não pertencia ao grupo de Jesus e expulsava demônios - E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue (Marcos 9.38). Hospedava o ódio cultural para com os samaritanos - E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? (Lucas 9.54).
João e o irmão Tiago eram bem sanguíneos (explosivos) antes da conversão. Certa ocasião João foi chamado de filho do trovão - E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão (Marcos 3.17). Após a conversão com a descida do Espirito Santo no cenáculo (Atos 2.1 ), tornou-se o apostolo do amor. Os filhos do trovão eram extremamente audaciosos e ambiciosos. Fizeram ao Senhor Jesus um pedido inadequado - E aproximaram-se dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo: Mestre, queremos que nos faças o que te pedirmos. E ele lhes disse: Que quereis que vos faça? E eles lhe disseram: Concede-nos que na tua glória nos assentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda (Marcos 10. 35-37)
O apóstolo esteve sempre perto do nazareno nos momentos importantes e decisivo. Ele estava presente durante o julgamento do Messias - E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro [João] discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro (João 18.16). No ato da crucificação lá estava ele angustiado - Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente [...] (João 19.26). Ocasião em que Jesus Cristo entregou aos seus cuidados Maria mãe do Salvador - Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa (João 19.27).
Percebe-se a grande intimidade e amor que João manifestava ao Mestre da Galileia em comparação com os demais, principalmente Pedro, que jurou que amava e iria proteger o Salvador. No entanto negou a Cristo.
Já o discípulo amado fora o primeiro a chegar ao sepulcro após a ressurreição - E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro (João 20.4)
Segundo escritores do século I, João se mudou para Éfeso, para fugir da Guerra Judaica (66-70 d.C) e suas consequências. No continente asiático prosseguiu com seu oficio ministerial. De acordo com a tradição (que é confiável), João escreveu seu evangelho nessa cidade por volta de 85 d.C (também as epístolas I,II e III todas em 90 d.C), lugar onde desempenhou seu ministério e gerou discípulos importantes a igreja do Senhor Jesus. Policarpo, Papias e Inácio foram discípulos diretos de João. Os três continuaram a proteger a Noiva de Cristo das heresias na Ásia Menor. Policarpo se tornou posteriormente o bispo da igreja de Esmirna.
Conforme testemunhos, os presbíteros da Ásia Menor em especial os de Éfeso, sugeriram para que João escrevesse um evangelho a partir de suas observações e sentimentos vividos na companhia do Mestre. Esses relatos também seriam uma ferramenta forte para combater os gnósticos.
João foi um grande apologista, combatendo os gnósticos, tanto no seu evangelho como nas epístolas universais. Ele defendeu que o Pai e o filho, eram um só Deus, contradizendo os gnósticos, que diziam que Jesus e o Pai eram dois deuses diferentes.
Quando João usa as expressões e o verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1.14), e a todo espirito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus (1 João 4.3), ele estava defendendo a igreja da seita gnóstica que alegava que Jesus era uma espécie de sombra do Pai, negando a encarnação do Verbo (Cristo).
No terceiro século depois de Cristo, o evangelho narrado pelo discípulo amado, era considerado pelos Pais da igreja como o mais espiritual do que os sinóticos (Mateus, Marcos, Lucas), devido a sua singularidade e observações distintas.
O primeiro relato que identificava o autor do Evangelho de João, como sendo João filho de Zebedeu, foi realizado por Irineu (180 d.C) – Depois João, o discípulo do Senhor, o mesmo que repousou sobre o seu peito, publicou também o evangelho, durante sua estada em Éfeso.
A morte natural (velhice) do apóstolo do amor estava vinculada a uma promessa pronunciada pelo próprio Senhor Jesus - Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? (João. 21.23). O Salvador havia prometido que ele não morreria de forma cruel como os demais. Por isso quando o jogaram num tacho de azeite fervendo, nada aconteceu. Foi como cair em água fria, porque já havia uma profecia decretada que o mesmo não morreria como os outros apóstolos. Após esse episódio do azeite, ele foi conduzido como prisioneiro à ilha de Patmos (ilha de rocha vulcânica. Os romanos enviavam para lá os criminosos e transgressores políticos).
Patmos era uma ilha rochosa, ausente de vegetação e pequena. Foi nessa localidade que João, fora dirigido como prisioneiro do Império Romano. A ilha distanciava uns 90 km de Éfeso a capital do ministério do apóstolo. Sentenciado a trabalho penoso nas pedreiras (pedras que eram usadas na construção das estradas romanas). Trabalhava arduamente o dia todo e a noite seu espirito era arrebatado para receber e escrever as revelações - Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia ( Apocalipse 1. 10,11).
O amado discípulo foi para Patmos, por causa de uma política do imperador Domiciano (81-96 d.C), que confiscou os bens dos Cristãos e logo em seguida os prendiam. João fazia parte daquela realidade de perseguição. Por ordem do imperador, acabou indo para a ilha.
Domiciano outorgou o culto ao imperador (ou seja, a ele mesmo). Como fidelidade ao imperador todos deveriam participar da adoração ao supremo romano, inclusive os cristãos. João e os demais seguidores de Cristo recusaram tal prática que era uma loucura perante o Todo Poderoso. Devido a não observação deste culto e a lealdade à Palavra de Deus foram para Patmos - Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse 1.9). Patmos era usada como prisão para todos criminosos considerados perigosos à sociedade da época. A ilha se localiza no Mar Egeu.
O Senhor Jesus fizera outra promessa ao discípulo amado na ilhota. Que ele não profetizaria somente as sete igrejas da Ásia, mas também para várias nações e reis - E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis (Apocalipse 10.11).
Domiciano fora assassinado, Nerva (96-98 d.C) se tornou o novo imperador de Roma. Uma das suas primeiras medidas foi libertar todos os cristãos que estavam presos e devolver seus bens. Desta forma João se tornou livre para testemunhar e profetizar pessoalmente em Éfeso sobre as revelações recebidas. Ele fora escolhido para escrever o Apocalipse, com intuito de encorajar (exortar significa encorajar) os cristãos, que estavam, sob ardente perseguição, praticada por Domiciano.
Ele recebeu as profecias do Apocalipse por meio de inúmeras visões fortes, carregadas de simbolismo e numerologia hebraica. As visões para muitos estão em ordem cronológica. E continua a profetizar e testificar a todas as línguas, povos, tribos, por meio do Apocalipse. Cumprindo literalmente o que Jesus disse (Apocalipse 10.11).
Quando João já estava bem idoso, sem força para pregar, exortava a igreja de Éfeso com a voz baixa e fraca e não cessava de ensinar – Filhinhos amai uns aos outros.
O apóstolo amado, segundo relatos, permaneceu em Éfeso até o governo do imperador Trajano (98-117 d.C). Por volta dos 95 anos de idade, ainda estava bem atuante, ou seja, produzindo livros importantes para fé dos cristãos e para humanidade. E foi nessa cidade que passou os últimos instantes de sua vida. Versão confirmada pelas palavras de Policrates, bispo de Éfeso no final do segundo século, numa carta endereçada ao bispo de Roma - João que reclinou no peito do senhor, e que era sacerdote, usava a mitra, um mártir e mestre. Ele dorme em Éfeso.
Acredita-se que o apostolo do amor viveu mais de cem anos. Num período em que a expectativa de vida era de 35 a 40 anos. Onde não existiam antibióticos (remédios industrializadas) para combater as doenças, hoje consideradas simples. João viveu mais de cem anos, simplesmente porque Jesus contrariou toda logica humana com uma promessa - Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? (João. 21.23). Foi devido a esta profecia que o apóstolo alcançou uma velhice abençoada. 



Abraços e fique na Paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Jó, Um Exemplo de Fé e Lealdade a Deus


Homem que morava na terra de Uz, no que é agora a Arábia. (Jó 1:1) Deus disse a respeito de Jó: “Não há ninguém igual a ele na terra, homem inculpe e reto, temendo a Deus e desviando-se do mal.” (Jó 1:8) Isto indica que Jó morava em Uz por volta da mesma época em que seus primos distantes, as 12 tribos de Israel, estavam em escravidão lá na terra do Egito. Já então, José, filho de Jacó (Israel), havia morrido (1657 AEC), depois de ter suportado muitos sofrimentos injustos, mas de ter-se mantido inculpe para com Deus. Moisés não tinha ainda surgido como profeta de Jeová, para conduzir as 12 tribos de Israel para fora da escravidão no Egito. Entre a morte de José e o tempo em que Moisés, pela sua conduta, se mostrou inculpe e reto, não havia nenhum humano com integridade igual à de Jó. Foi provavelmente neste período que ocorreram as palestras entre Jeová e Satanás, envolvendo Jó. (Jó 1:6-12; 2:1-7)
Atribui-se, em geral, a Moisés a escrita do relato das experiências de Jó. Ele pode ter sabido a respeito de Jó quando passou 40 anos em Midiã, e talvez tenha ouvido falar do resultado final feliz para Jó e da sua morte quando Israel estava perto de Uz, próximo do fim de sua jornada no ermo. Se Moisés completou o livro de Jó por volta da época da entrada de Israel na Terra da Promessa, em 1473 AEC (provavelmente não muito depois da morte de Jó), isto situaria a época da provação de Jó por volta de 1613 AEC, porque Jó ainda viveu 140 anos depois de sua provação. (Jó 42:16, 17). 
Jó era parente de Abraão, sendo ambos descendentes de Sem. Embora não fosse israelita, Jó era adorador de Jeová. Era “o maior de todos os orientais”, possuindo grande riqueza. Sua família consistia em sua esposa, sete filhos e três filhas. (Jó 1:1-3) Ele realizava conscienciosamente os deveres de sacerdote em benefício da sua família, oferecendo sacrifícios a Deus em favor deles. (Jó 1:4, 5). 
Jó era figura de destaque no portão da cidade, respeitado até mesmo pelos homens idosos e pelos príncipes. (Jó 29:5-11) Ele atuava como juiz imparcial, executando a justiça como defensor das viúvas, e era como que um pai para os meninos órfãos de pai, para os aflitos e para aqueles que não tinham ajudador. (Jó 29:12-17) Ele se mantinha livre da imoralidade, do ganancioso materialismo e da idolatria, e era generoso para com os pobres e os necessitados. (Jó 31:9-28). 
Integridade de Jó. A integridade de Jó para com Jeová foi desafiada por Satanás. Então Jeová, com confiança nesta integridade e conhecendo Sua própria capacidade de recuperar e recompensar Jó, permitiu que Satanás testasse a integridade de Jó até o limite, mas não permitiu que Satanás matasse Jó. Embora Satanás, por vários meios, tirasse primeiro o gado e os servos de Jó, e depois os filhos dele (Jó 1:13-19), Jó nunca acusou Deus de insensatez ou de proceder errado. Nem se desviou de Deus, mesmo quando pressionado por sua própria esposa e por outros. (Jó 1:20-22; 2:9, 10) Falou a verdade sobre Deus. (Jó 42:8) Aceitou a repreensão por estar ansioso demais de se declarar justo e por deixar de vindicar a Deus (Jó 32:2), e admitiu seus pecados perante Deus. (Jó 42:1-6). 
Jeová amava Jó. No fim de seu proceder fiel sob provação, Deus constituiu Jó em sacerdote para seus três companheiros, que haviam discutido com ele, e Deus restabeleceu Jó na sua condição anterior. Ele de novo veio a ter uma família excelente (evidentemente com a mesma esposa) e o dobro das riquezas que antes possuíra. Todos os seus parentes e antigos associados vieram novamente apresentar-lhe seus respeitos, e trazer-lhe presentes. (Jó 42:7-15) Ele viveu para ver quatro gerações de filhos e netos. (Jó 42:16). 
Por meio do profeta Ezequiel, Deus apontou Jó como um exemplo de justiça. (Ezequiel 14:14,20) Ter ele suportado pacientemente o sofrimento é apresentado como exemplo para os cristãos, e seu feliz resultado é indicado como algo que magnifica a afeição e a misericórdia de Jeová. (Tiago 5:11) O relato de sua experiência provadora é de grande conforto e revigoramento para os cristãos, e muitos princípios bíblicos são destacados e esclarecidos pelo livro que leva o seu nome.




Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

Jezabel, o Ícone do Mal


Não há duas figuras bíblicas que são a expressão pura do mal do que Judas e Jezabel. Por mais de 2.000 anos, eles evoluíram como símbolos duradouros da traição masculina e depravação do sexo feminino que é altamente improvável que crianças cristãs tenham sido registradas com seus nomes. A história de Judas, o discípulo que traiu Jesus por 30 moedas de prata, é bem conhecida.
Não é assim com Jezabel. Ao longo dos séculos, em prosa, poesia, filmes, sermões e música, esta rainha pagã do século IX de Israel chegou a resumir a mulher má.
No entanto, os acontecimentos de sua vida, como disse em 1 e 2 Reis, são provavelmente desconhecidos para todos, até para os mais dedicados leitores da Bíblia.
Com a sua intriga, sexo, crueldade e assassinato, a história de Jezabel é um rico ensopado dos eventos históricos, interpretação alegórica e metafórica licença que fazem muitos dos dramas biográficos do Antigo Testamento uma leitura fascinante.
No clímax de sua longa luta para trazer o culto pagão ao reino de Israel, onde o Deus hebraico, o Senhor, é a única divindade, a rainha Jezabel paga um preço terrível. Lançada a partir de uma janela alta, seu corpo inerte é devorado por cães, cumprindo a previsão de Elias, o profeta do Senhor e inimigo de Jezabel.
Para modernas autoras feministas, Jezabel é uma das mulheres mais intrigantes nas Escrituras, uma mulher ainda de temperamento forte, politicamente astuta e corajosa manchada de sangue. A princesa fenícia que adora Baal, o deus pagão da fertilidade, Jezabel se casa com o rei Acabe do reino do norte de Israel.
Ela o convence a tolerar a sua fé estranha, então torna-se entrelaçados no conflito religioso vicioso que termina em sua morte. “Ela se tornou um bode expiatório conveniente para os escritores bíblicos misóginos que ela marcou como a principal força por trás da apostasia de Israel”, acredita a estudiosa bíblica, Janet Howe Gaines da Universidade do Novo México.
Autora de Música nos ossos velhos: Jezabel Através dos Séculos “[Ela] foi denunciado como um assassino, prostituta, e inimigo de Deus … No entanto, há muito para admirar nesta antiga rainha.”
Depois de seu casamento com o rei Acabe, Jezabel surge como o poder por trás do trono. Sua união representa uma aliança política, trazendo vantagens para ambas as nações. É também uma oportunidade para Jezabel para promover a propagação de sua religião Baal com os seus muitos deuses, sexo ritual e prostitutas do templo.
Ela odeia a religião hebraica monoteísta, e quando ela se torna rainha, os israelitas já começaram a adorar ídolos alienígenas.
Sob a influência maléfica de sua esposa, o rei Acabe protege e estimula rituais pagãos, o que levou o Senhor infligir uma seca de três anos em uma terra onde as pessoas estão rejeitando Ele. Aproveitando a iniciativa, Jezabel importa 450 sacerdotes de Baal, desde a sua Fenícia nativa e tem muitos dos profetas de Javé assassinados.
Para os judeus, a adoração de Baal era o pior pecado contra Deus, parecido com os cristãos de hoje ‘abraçando’ Satanás. Alguns intérpretes veem Jezabel como louvável fiel à sua religião pagã, mas os escritores dos livros de Reis retrata-a como um apóstata perigosa.
Para resolver a questão de quem é supremo, Javé ou Baal, o profeta Elias inventa uma competição no Monte Carmelo. Qualquer que seja a divindade, incendiar e destruir um touro sacrificial por intervenção divina será reconhecido como o verdadeiro Deus.
Por um dia inteiro, 450 profetas de Jezabel “executou uma dança pulando em volta do altar,” às vezes eles mesmos se mutilando com lanças e espadas. Nada acontece. Em seguida, é a vez de Elias orar, e a resposta é imediata. “O fogo do Senhor desceu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e a terra Quando viram isso, todas as pessoas se lançaram sobre os seus rostos e gritou: ‘… Só o Senhor é Deus”.
Vitorioso, mas longe de ser magnânimo, Elias, em seguida, mata os profetas pagãos, – vingança pelo assassinato dos seguidores de Jeová. O Deus hebraico premia-o com o fim da seca em Israel.
A sorte está lançada entre o profeta triunfante e a rainha humilhada. Depois que seus seguidores são mortos, Jezabel envia uma mensagem venenosa a Elias ameaçando sua vida, o que levou-o a fugir para a segurança.
O drama muda para o palácio real, onde o marido de Jezabel cobiça de um vinhedo de propriedade de Nabote que ele quer para um jardim. A recusa de Nabote de vender a sua herança familiar envia Nabote para a morte.
Jezabel afirma a sua dominância. “Agora é a hora de mostrar-se rei de Israel”, diz ela com desdém. “Conseguirei a vinha de Nabote, o jizreelita, para você.”
Como ela consegue, reforça a imagem eterna de Jezabel como astuta e megera assassina. Ela falsifica a assinatura do rei e envia cartas aos munícipes falsamente acusando Nabote de blasfemar contra Deus.
Quando Nabote é confrontado publicamente, Jezabel incita a multidão: “Então, leva-o para fora, e apedreja-o até a morte.” Nabote morre, e sua propriedade reverte para a família real.
A trama nefasta de Jezabel é bem-sucedida, mas o desfecho inexorável segue rapidamente. Javé chama seu profeta Elias e o instrui a dizer ao rei Acabe que ele será punido. “Diga a ele: ‘Você assassinou e tomou posse no mesmo lugar onde os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães irão lamber o seu sangue, também?’.”
Elias rapidamente relaciona a profecia de Javé ao rei, mas prevê que será Jezabel, não seu marido, que será despedaçado e comido por cães.
E assim foi. Ao lado de Jeú, um comandante militar ungido por outro profeta, Eliseu, para se tornar o novo rei de Israel. Acabe e um de seus filhos já morreram, Jeú é ordenado por Eliseu para destruir o resto da família real.
Em um campo de batalha, ele confronta o filho do casal Jorão. “Está tudo bem, Jeú?” pergunta Jorão. “Como tudo pode estar bem, enquanto sua mãe, Jezabel, traz em suas vestes inúmeras meretrizes e feitiços?” Jeú responde. Com isso, ele atira uma flecha através do coração de Jorão.

Jezabel Enfrenta Seu Destino Com Serenidade
Ciente sem dúvida de que o seu destino está selado, Jezabel calma e corajosamente se prepara para o inevitável. Como um Jeú sedento de sangue galopa para Jezreel, ela pinta os olhos, ajeita seus cabelos, e aguarda a sua chegada a uma janela superior do palácio.
Quando ele chega, Jeú ordena aos eunucos para jogá-la para fora, e no detalhe gráfico, os autores do Antigo Testamento descrevem o fim:

“Eles jogaram-na para baixo, e seu sangue respingado na parede e os cavalos pisotearem ela. Então [Jeú] entrou e comeram e beberam.” Saciado, ele ordena: “Atenda a essa mulher amaldiçoada e enterre-a, pois ela era a filha de um rei.
E foram para a sepultar, mas não acharam dela senão a caveira, os pés e as palmas das suas mãos.”A profecia de Elias foi cumprida. “Os cães devorarão a carne de Jezabel … E a carcaça de Jezabel será como esterco sobre a terra … De modo que ninguém será capaz de dizer: Este foi Jezabel”.

Há outras mulheres más na Bíblia, como a esposa de Potifar e a sedutora e traiçoeira Dalila de Sansão. A reputação de Jezabel, no entanto, eleva sua notoriedade para além de outras mulheres nas Escrituras.
Mas quanto é verdade? Histórias do Antigo Testamento originários nas brumas do tempo podem estar enraizadas na realidade, mas que evoluiu para a metáfora e a parábola com cada releitura.
Gaines acredita que os motivos dos Reis 1 e 2 escritores como com todos os autores do Antigo e Novo Testamento devem ser avaliados quando se considera a veracidade dos seus registros.
A Jezabel pagã, ela observa, é coroada rainha de Israel em um tempo de apostasia.
Ela convenientemente proporcionou uma oportunidade para ensinar uma lição moral sobre os males do monoteísmo e adorando vários ídolos, e os escritores exageram suas transgressões em conformidade.
Apesar das referências a prostituta, não há nenhuma evidência bíblica de que Jezabel era uma prostituta ou uma esposa infiel, mas a mancha da imoralidade tem marcado uma prostituta por mais de 2.000 anos. Uma explicação é alegoria bíblica. Os autores do Velho Testamento muitas vezes tem associado a adoração de falsos deuses e divindades estrangeiras com a sexualidade desenfreada.

Ponto de Vista Pessoal
Este interessante personagem bíblico é muito bem sucedido. Jezabel reaparece como um profeta do Novo Testamento em Apocalipse 2:20, incentivando os funcionários a fornicar e comer os animais que haviam sido sacrificados aos deuses. Ela veio através dos tempos como o símbolo principal da devassidão, feminilidade sem vergonha. Entre as mais famosas vilãs da história, imaginário ou real, a rainha pagã dos Reis 1 e 2 ainda aparece como o mais perversa de todos elas. Mais o reinado de Jezabel foi à baixo por Deus como na bíblia mesmo nos diz: “Uma fortuna iniciada com ganância não será uma bênção no fim.” (Provérbios 20:21).



Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Jetro, O Sábio Conselheiro


Sogro de Moises. Jetro também é chamado de Reuel. (Números 10:29) Jetro pode ter sido um título, ao passo que Reuel era um nome pessoal. Todavia, não era incomum que um chefe árabe tivesse dois nomes, ou até mais, conforme muitas inscrições atestam. Jetro é grafado “Jeter” no texto massorético, em (Êxodo 4:18).
Jetro era “sacerdote de Midiã”. Sendo cabeça duma grande família de pelo menos sete filhas e de um filho cujo nome é citado (Êxodo 2:15, 16; Números 10:29), e tendo a responsabilidade não só de fazer provisões materiais para sua família, mas também de liderá-la na adoração, ele é apropriadamente chamado de “sacerdote [ou maioral] de Midiã”. Isto, em si, não indica necessariamente que se tratava da adoração de Jeová Deus; mas é possível que a adoração verdadeira tivesse sido inculcada nos antepassados de Jetro, e parte disso tivesse perdurado na família. A conduta dele sugere, pelo menos, profundo respeito pelo Deus de Moisés e de Israel. (Êxodo 18:10-12)
A associação de Jetro com seu futuro genro se iniciou pouco depois de Moisés ter fugido do Egito, em 1553 AEC. Moisés ajudou as filhas de Jetro a dar água aos rebanhos do seu pai, e elas contaram isso ao pai, o qual, por sua vez, demonstrou hospitalidade para com Moisés. Moisés passou então a morar na casa de Jetro, e, com o tempo, casou-se com Zípora, filha deste. Depois de cuidar dos rebanhos de Jetro por cerca de 40 anos, na vizinhança do monte Horebe (Sinai), Moisés foi convocado por Jeová a retornar para o Egito, e ele foi com os melhores votos de seu sogro. (Êxodo 2:15-22; 3:1;4:18; Atos 7:29, 30). Mais tarde, Jetro recebeu notícias da grande vitória de Jeová sobre os egípcios, e dirigiu-se imediatamente a Moisés em Horebe, levando consigo Zípora e os dois filhos de Moisés; foi deveras um reencontro bem caloroso. A reação de Jetro à recapitulação, feita por Moisés, dos poderosos atos salvadores de Jeová, foi bendizer a Deus e confessar: “Agora sei deveras que Jeová é maior do que todos os demais deuses.” Ele então ofereceu sacrifícios ao verdadeiro Deus. (Êxodo 18:1-12) No dia seguinte, Jetro observou Moisés escutar os problemas dos israelitas “desde a manhã até à noite”. Percebendo quão extenuante isso era, tanto para Moisés como para o povo, Jetro sugeriu um sistema de delegação de autoridade. ‘Treina outros homens capazes e dignos como chefes de dez, de cinqüenta, de cem, e de mil para decidirem os casos, de modo que só ouças aquilo que não puderem cuidar.’ Moisés concordou e mais tarde Jetro voltou para sua própria terra. (Êxodo 18:13-27). Moisés solicitou que Hobabe, filho de Jetro, servisse de guia. Pelo que parece, depois de alguma persuasão, ele aceitou isto e alguns dos seus entraram na Terra da Promessa junto com Israel. (Números 10:29-33) Juízes 4:11 chama Hobabe de sogro de Moisés, em vez de seu cunhado, e isto tem causado dificuldades no entendimento. No entanto, a expressão hebraica normalmente traduzida “sogro” pode, num sentido mais amplo, indicar qualquer parente por afinidade do sexo masculino, e assim poderia também ser entendida como “cunhado”. Dizer que Hobabe, em vez de Jetro, era o sogro de Moisés discordaria de outros textos. Se, como alguns sugerem, Hobabe era outro nome de Jetro, isso também significaria que os dois homens, pai e filho, tinham o nome Hobabe. Por outro lado, Hobabe, como membro destacado da geração seguinte dos queneus, poderia ser usado neste texto como representativo de seu pai. 

Jetro, O Sacerdote Estrangeiro
Alcançado pela misericórdia de Deus, Jetro é mencionado nas Escrituras como o sacerdote de Midiã (Êxodo 2.16; 3.1).
Jetro tinha conhecimento de Deus (Êxodo 18.10-13): Nas suas palavras, nestes versículos, demonstrou júbilo por tudo que Jeová tinha feito, e, por isso ofereceu-lhe sacrifícios na presença de todos os anciãos de Israel. Foi um genuíno culto, pois até os mínimos detalhes não foram esquecidos. Era um reconhecimento por muitas bênçãos alcançadas (Salmos 116.12-14). Será que o leitor tem procedido de modo semelhante.
Servia a Deus com suas limitações: Jetro não possuía os mesmos conhecimentos que o seu genro Moisés a respeito de Deus, conforme indicam os textos (Êxodo 23.20,23; 32.9-24; 33.11-17). Mesmo  assim, foi responsável por um grande culto a Jeová (Êxodo 18.10-13). Graças a Deus que temos a poderosa ajuda do Espírito Santo, que nos esclarece quanto ao verdadeiro culto racional. Quanta negligência e irreverência encontramos em muitos que dizem cultuar ao Deus vivo e verdadeiro (Romanos 12.1; Salmos 100.2,3). Quantos saem de um culto, onde se oferecem louvores ao Senhor, pior do que quando entraram no santuário. Se este for o teu caso prezado leitor, corrigi-te imediatamente. Pare de murmurar, Deus não se agrada disso.

Jetro, O Sogro de Moisés
Moisés, ao fugir do Egito (Êxodo 2.11-15), foi abrigar-se em Midiã, parando à beira de um poço. Sete filhas de Jetro vieram tirar água para os rebanhos de seu pai. Vindo os pastores, expulsaram-nas. Moisés interveio a favor delas, dando de beber ao rebanho. Jetro, assombrado com o rápido regresso de suas filhas, ficou inteirado da oportuna intervenção do egípcio. Em gratidão ofereceu sua hospitalidade a Moisés. A permanência na casa de Jetro, conduziu Moisés ao matrimônio com Zípora, uma de suas filhas.
Doutrinado por Moisés: Jetro descendente de Abraão (Gênesis 25.1-4), ainda não era monoteísta. Sua declaração: “Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses...” (Êxodo 18.11), significa que ele agora reconhecia Jeová como o único e verdadeiro Deus. Se Moisés não tivesse fugido do Egito, seguindo para Midiã, é bem provável que Jetro jamais viesse a ser conhecido fora daquela parte do país. Todavia orientado pelo genro tornou-se parte da História Sagrada.
Influenciado pelo testemunho de Moisés: O bom testemunho de Moisés muito contribuiu para influenciar o seu sogro. Diz a Bíblia que Moisés era conhecido como o homem mais manso da terra (Números 12.3; Atos 7.22), um notável elogio a quem possuía tanta autoridade. Sua mansidão, seu caráter e zelo pelas coisas divinas, sua vida de santidade, influenciaram a seu sogro Jetro. O Espírito Santo inspirou os escritores do Novo Testamento a escreverem o nome de Moisés noventa e nove vezes. O apóstolo Paulo, em uma de suas epístolas, diz que somos caratas abertas para o mundo (2 Coríntios 3.3). Que o nosso testemunho possa levar muitas vidas à Cristo e outras a se dedicarem no santo trabalho do Senhor (Atos 10.22).
Servindo a Deus com Moisés: Durante quarenta anos Moisés habitou em Midiã como pastor (Atos 7.30). Cremos que durante esses anos, repartiu com o seu sogro os seus conhecimentos sobre Deus. Ao final dos quarenta anos, Deus o chamou no meio da sarça ardente, para libertar os hebreus da escravidão dos egípcios, obtendo a aprovação de Jetro (Êxodo 4.18-20).

Jetro, O Sábio Conselheiro
O que é um conselho: A palavra conselho é de origem latina consiliu, que significa parecer, opinião sobre o que convém fazer.
A oportunidade do conselho (Êxodo 18.13-16): Jetro viu que Moisés gastava o dia todo no atendimento ao povo, que era de aproximadamente de um milhão e meio de almas. Atender a essa gente toda era trabalho maior que a resistência de um homem. Muitos obreiros nos nossos dias estão trazendo para si compromissos que se acumulam de tal modo, tornando inviável a sua execução e causando prejuízos à causa de Cristo. A intenção pode ser a melhor possível, mas não devemos esquecer que somos humanos, sujeitos ao cansaço físico e mental. Vide o exemplo de Jesus e de Epafrodito (Marcos 6.31; Filipenses 2.25-30). Não é pecado descansar. Quantos, que por negligenciarem o descanso do seu corpo e os cuidados com sua saúde, têm tido um ministério reduzido.
A exposição do conselho (Êxodo 18.19-24): Após analisar o desempenho da atividade de Moisés, disse-lhe: “Não é bom o que fazes” (Êxodo 18.17). Iniciou, então, pela sua experiência, apresentando ao seu genro um plano  administrativo, onde Moisés deveria apresentar a Deus os problemas nacionais e de ordem geral, a fim de evitar o seu desgaste, pois as questões particulares, as divergências pessoais não deviam ocupar o tempo que ele devia dedicar a assuntos de maior importância (v 19). Em seguida sugeriu-lhe três medidas importantíssimas: 1) Ensinar o povo os “estatutos e as leis”. O povo deveria aprender a as leis para que pudesse observá-las. Quantas dificuldades encontramos hoje, no sentido de desenvolver um bom programa nas nossas igrejas por falta de pessoas que conheçam a Palavra de Deus (Salmos 119.7,26,27,55,56,111,112). 2) O líder tem que ser o exemplo para os liderados. Tem de estar pronto a mostrar com o seu exemplo “o caminho que devem andar e a obra que devem fazer” (v 20). Vide o ensino de Paulo (1 Timóteo 4.12; Tito 2.7). 3) A liderança consiste na distribuição de responsabilidades e na designação de tarefas (v 21). Moisés, como líder, tinha a responsabilidade de descobrir homens com as seguintes qualidades com os quais dividiria as tarefas: a) ”homens capazes”; b) “homens tementes a Deus”; c)”Homens comprometidos com a verdade”; d) Homens que aborrecem a avareza”. As exigências continuam as mesmas para escolha dos companheiros que ajudarão os nossos líderes (Atos 6.1-4; 2 Timóteo 2.2). Quantos nos dias atuais estão procurando posição e vantagens, sem possuir as qualidades acima mencionadas. 

A eficácia do conselho 
(Êxodo 18.23): Que sabedoria! Que prudência! Humildemente pede ao genro que submetesse todo o plano para apreciação e aprovação de Deus. Era um reconhecimento que muito acima de suas experiências estavam os propósitos e vontade de Deus. Não se considerou autossuficiente. Que belo exemplo para nós, que temos responsabilidade na Igreja de Deus (Provérbios 26.12; 1 Coríntios 1.31; 2 Coríntios 10.17,18).




Abraços e fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

Neander Silvestre